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terça-feira, 7 de junho de 2016

Antônimo de Cuidar

A palavra CUIDAR é utilizada no ponto de vista deste blog para indicar uma ação importante e necessária, no nosso dia a dia, em todas as formas de relação no ambiente. Esta escolha é para destacar o necessário cuidado com o seu antônimo, que muito está a acontecer. São eles: descuidar, negligenciar, desleixar, desprezar, relaxar, despreocupar, desatender, postergar, desalinhar, desarranjar, desmantelar, deszelar, desaprimorar...  

Como está nossa AÇÃO no atual contexto?
A Educação Ambiental visa desenvolver de forma integrada e integral a percepção do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, considerando os diversos aspectos a que está sujeito. (Lei 9795/99).

E o Descuido Ambiental é uma problemática social e ambiental.

Infelizmente este vídeo não é somente um inocente desenho animado para sensibilização. Vejamos a realidade abaixo.


De três a quatro vezes por dia o caminhão faz esta entrega.

Nossa produção de resíduos cada dia aumenta mais e, enredada no contexto local, provoca uma série de necessidades, todas elas voltadas para a sustentabilidade.
O descarte de maneira adequada se torna cada vez mais imprescindível, pois, se o material for dispensado de forma inconsequente, se transforma em lixo causando enormes impactos sociais e ambientais. 
O exemplo acima mostra uma triste realidade que causa diversas e sérias consequências para a vida num todo.

Os resíduos secos e orgânicos misturados se transformam em contaminantes. 

Por isso é MUITO IMPORTANTE e URGENTE que materiais sejam separados lá no seu início de uso e consumo. O que sobra deve ser acertadamente encaminhado para destinos corretos e diferenciados. O caminhão da reciclagem encaminha para cooperativas de trabalho, e, o caminhão do lixo, irá levar o que restou para um aterro sanitário. 
Espera-se que, cada vez mais, este último tenha seu percentual reduzido de movimentação para a saúde do Planeta, num todo.
Vejamos abaixo a separação de alguns materiais:



A qualidade da água que bebemos, do alimento que consumimos, do ar que respiramos, do espaço que circulamos, está diretamente ligada a forma como estabelecemos nossa relação com o ambiente, o qual todos somos responsáveis.
Não podemos ser inconsequentes.



(imagens retiradas da internet)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Goma de mascar e sua reciclagem!

Queremos tudo verde: Goma de mascar e sua reciclagem!: Goma de mascar popularmente conhecida como chiclete, quem nunca pisou em uma na rua? 

...demora ao menos cinco anos para se decompor...

...a goma de mascar pode ser reciclada, e seu resultado final é uma resina que pode ser utilizada em diferentes aplicações, como impermeabilização de produtos, além de poder ser transformada, assim como outros itens que são matéria-prima para reciclagem plástica, ...

...por não ter um incetivo do governo brasileiro à reciclagem da goma de mascar, o ideal é que joguemos o chiclete no lixo, pois desta forma não o jogamos na rua. 

É uma questão de educação para o descarte
e de movimento para a reutilização.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Mercado d'água

Março - dia 22 é o dia Mundial da Água.
Todas as formas de vida existem pela água, pois se formam e se desenvolvem graças a ela.


A nível global, como a nível local, água é primordial, porém, também, tem sido fonte de problemas,  pelo rumo como as coisas estão tomando.

Quando a qualidade da água fornecida é péssima devemos perceber o que há por traz desta condição - de onde ela vem? como está sendo seu tratamento preventivo 'in natura', qual o custo do tratamento corretivo? qual nossa responsabilidade enquando cidadão-consumidor?... Em 2010, Annie Leonnard lançou o filme A História da Água Engarrafada onde conta como este processo de produção impacta os recursos do planeta e o porquê de consumimos esta forma de água oferecida. As empresas fabricantes atendem a uma demanda do mercado, pois em muitas cidades do mundo não é mais possível consumir água da torneira. Porém, a cada dia que passa, torna-se mais importante questionar o que está por trás dessa indústria, o quanto e como o dinheiro é investido: A ativista mostra o quanto no mundo bilhões de pessoas não tem acesso à água limpa, e o quanto as cidades gastam para despoluir as águas e com todas as garrafas plásticas que descartamos...
É preciso estarmos atentos para aquilo que nos leva a optar pelo menos trabalhoso, pelo mais saudável, sem a preocupação com a forma como o processo vai se formatando, gerando novos mercados, alimentando um mercado não tão preocupado assim com nossas necessidades, alimentando a proposta de privatização.
É o caso de venda de água (sucos e refrigerantes) engarrafada. Já há notícias sobre contaminações provenientes das fontes, ou dos resíduos químicos nas embalagens de engarrafamentos, de venda de água potável proveniente da rede de abastecimento público (podemos estar comprando a mesma água que chega a nossa torneira), dos perigos de armazenamento, da falta de segurança e higiene...

Quanto as questões dos impactos sobre o meio natural: as fontes de água não estão protegidas e a sua vulnerabilidade pode ser agravada pela degradação ambiental, pois a extração de água para engarrafar pode ocasionar alterações das condições de carga e recarga dos sistemas aqüíferos; os problemas sociais e de saúde nas localidades onde a água potável não chega para todos e das pessoas que vivem do descarte de resíduos; a quantidade de água gasta na fabricação das garrafas é muito maior do que a quantidade a ser engarrafada para o uso, como, também, a quantidade de plástico descartada na natureza e a quantidade de gases que são liberados na atmosfera pela produção do PET; as despesas e consequências do transporte para a distribuição da água engarrafada (diferentemente da água da torneira que chega via tubulações)...

 Como seria se gastássemos esse dinheiro melhorando nosso sistema de água,
em educação ambiental,
evitando contaminações,
 prevenindo a poluição,
...?

sábado, 28 de janeiro de 2012

$USTENTABILIDADE VIROU MODI$MO?

Muitas vezes relacionamos patrimônio com $, desconsiderando o valor natural e histórico que temos ao nosso redor. A crise de valores em que encontramos traz resultados diversos ao qual, ainda, não temos dimensão dos problemas que estão nos causando.
Num encontro de amigos no primeiro dia de 2012, em Caxias do Sul/RS, um dos assuntos partilhados foi uma araucária centenária no terreno da festa. Linda, a copa formava uma circunferência que cobria todo seu terreno e avançava para os terrenos ao lado. As crianças abraçaram a velha árvore e sua filha, com cerca de 20 anos. Dá para se ver a diferença no tronco e na altura.

Porém, naquela mesma semana, em 05/01/12, a árvore tombou. A araucária faz parte do Bioma Mata Atlântica cuja lei nº 11.428 /2006 dispõe sobre sua proteção. Apenas cerca de 7º desta mata ainda existe e 1º do bioma é araucária. Os terrenos onde se localizavam as araucárias se tornaram espaços de interesse econômico, sobrepondo-se ao interesse de conservação e proteção, apesar das novas leis. A preservação dos remanescentes nem sempre é o suficiente para a sustentabilidade do ecossistema, porém o tombamento de árvore de cem anos deveria ser muito avaliada antes de ocorrer.


http://ra-bugio.org.br/downloads/cartilha_mata_atlantica.pdf



domingo, 15 de maio de 2011

O Código Florestal Brasileiro

A LEI Nº 4.771, de 15 de Setembro de 1965 institui o atual Código Florestal Brasileiro e está em grande debate. Acompanhe, pois tem a haver com seu meio natural e social.

SOB O PONTO DE VISTA DOS AMBIENTALISTAS:

No endereço abaixo você pode baixar a cartilha "Código Florestal: Entenda o que está em jogo com a reforma de nossa legislação ambiental"
http://www.wwf.org.br/informacoes/?27443/Codigo-Florestal-Entenda-o-que-esta-em-jogo-com-areforma-de-nossa-legislacao-ambiental
O coletivo de organizações não-governamentais ambientalistas SOS Florestas lançou em janeiro de 2011 a cartilha Código Florestal: Entenda o que está em jogo com a reforma de nossa legislação ambiental. A publicação busca explicar, com argumentos técnicos, científicos e históricos, as principais consequências das mudanças propostas pelos deputados ruralistas ao Código Florestal.
Com o documento, o SOS Florestas procura levar para parlamentares, imprensa e cidadãos brasileiros um debate que vem ocorrendo em portas fechadas, de forma tendenciosa sem ouvir o movimento social, especialistas e academia. A cartilha será distribuída para parlamentares e tem sua versão eletrônica disponibilizada na íntegra no site do WWF-Brasil.
A cartilha é amparada por diversos estudos científicos que foram ignorados na elaboração do projeto de mudanças no Código Florestal apoiado pelos ruralistas. Demonstra que as mudanças causariam devastação da cobertura florestal às margens de cursos d’água, contribuindo para o assoreamento do leito dos rios, aumentando a velocidade de escoamento das águas, provocando erosões e enxurradas.
Fazem parte da frente SOS Florestas as ONGs Apremavi, Greenpeace, Imaflora, Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Socioambiental (ISA) e WWF-Brasil.

SOB O PONTO DE VISTA DOS RURALISTAS

No endereço abaixo você pode acompanhar tal posição pelas postagens de um Engenheiro Agônomo e baixar o texto que apresenta porque mudar 'Uma lei que não funciona".
http://www.codigoflorestal.com/
"...uma espécie de roteiro básico que possa orientar pessoas que nunca ouviram falar no tema código florestal, ou que não sejam familiarizadas com o assunto, ou que estejam tentando escapar das fontes convencionais (ONGs verdes ou ruralistas) possam entendê-lo, conhecer suas contradições e os principais conflitos de aplicação da lei, podendo assim formar uma opinião consubstanciada e mais ou menos imparcial sobre elaO texto também mostra porque (e como) chegamos onde estamos, fala sobre o início e o desenvolvimento do entrevero político que resultou na aprovação do Relatório Rebelo e dá alguma perspectiva do que deve acontecer daqui para frente."

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Consumo na visão ecopedagógica

Na área sociológica a Ecopedagogia contribui com a visão do cotidiano como ambiente social e natural, sobre os conflitos que estão estabelecidos como fenômeno social, tendo muito a haver com nossos valores que se expressam na natureza.

Para ver mais: Consumo e Ecopedagogia - Flávio Boleiz Júnior
http://www.forumeducacao.hpg.ig.com.br/ecopedagogia/conscot.htm

http://vidasustentavel.wordpress.com/2007/01/
CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR
Eduardo Galeano - Jornalista e escritor uruguaio

O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 aos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher, a mesma e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...
Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette – até partidas ao meio – se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem ‘matá-los’ tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: ‘Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora’, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objectos com pessoas.
Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à ‘bruxa’, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a ‘bruxa’ me ganhe a mão e seja eu o entregue...

Artigo recebido por e-mail do Sr. Djalma- Residencial Hércules - Bairro Estância Velha/Canoas - integrante do Projeto Arroio Araçá: Nosso Rio Guri.