O Brasil tem um longo caminho a percorrer quando o assunto é a preservação das nascentes.
Embora não existam números oficiais, a maioria está abandonada.
Nos últimos anos, iniciativas isoladas ou de governo tentam convencer a população a cuidar dos espaços que, por lei, são Áreas de Preservação Permanente.
Quem entrou nesta luta, hoje comemora os resultados.
Desde quando iniciei minhas pesquisas dentro da temática “religiões de matrizes africanas”, venho percebendo que existe por parte de muitos dirigentes e demais adeptos uma grande preocupação com o futuro desse importante segmento afro-religioso. Preocupação voltada principalmente com a manutenção do legado deixado por aqueles que, no século passado, fizeram eclodir a Umbanda em nosso país.
Mas, ao longo desses quase 20 anos pesquisando principalmente a Umbanda, tem me inquietado o fato de não perceber de forma mais efetiva a preocupação com as questões que envolvem: a falta de uma maior aproximação e diálogo entre os diversos segmentos afro-religiosos; a pouca integração entre os Terreiros umbandistas e principalmente a falta de maior comprometimento por parte de muitos umbandistas com as questões ambientais.
Por conta disso, resolvi escrever essa obra, compartilhando com os adeptos ou não da Umbanda alguns temas que considero relevantes e necessários para um diálogo aberto e atual. Temas que Umbanda e Meio Ambiente envolvem, além das questões ambientais, outras discussões relacionadas aos novos paradigmas e às mudanças de postura diante dos
desafios que surgem com o terceiro milênio. E afirmo com bastante otimismo que, se todos os umbandistas chegarem a um diálogo fraterno, respeitoso e principalmente ético, estará de fato se consolidando a intenção primordial do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que em suas palavras profetizava a superação do ser humano, vencendo o obstáculo do ego, da intolerância e principalmente a erradicação das amálgamas que nos afastam da fé, do amor e da verdadeira irmandade entre os pares.
Partindo dessa premissa, o livro foi contemplado com três capítulos:
o primeiro: O Meio Ambiente, em que são tratados assuntos pertinentes às questões mundiais que envolvem discussões, encontros e convenções realizadas, principalmente nas décadas finais do século XX, e que alertam os seres humanos para a necessidade urgente de se repensar o papel da atual sociedade de consumo e todas as implicações decorrentes do uso insustentável dos recursos naturais;
o segundo: Os Orixás e a Natureza, em que são abordados de forma objetiva, mas não menos importantes, alguns aspectos voltados aos Deuses Orixás Africanos e suas manifestações dentro do rito candomblecista e principalmente umbandista, mostrando, além do arquétipo de cada divindade, a relação estreita entre esses e os elementos da natureza;
o terceiro: A Umbanda e os Novos Paradigmas, parte em que são apresentadas as propostas de ações afirmativas, direcionadas principalmente aos umbandistas e demais adeptos das religiões de matrizes africanas. E, objetivando uma visão mais cosmológica, um olhar não apenas contemplativo, considerando a importância e seriedade dos temas, a obra é finalizada com a frase emblemática do Caboclo Mirim que diz:“A Umbanda é coisa séria, para gente séria!”
Sumário Prefácio, 13 Apresentação, 15 1. O MEIO AMBIENTE, 17 1.1. Questões Ambientais, 19 1.2. Protocolo de Kyoto, 23 1.3. Século XXI e Sustentabilidade, 24 1.4. As Religiões Afro-Brasileiras e o Meio Ambiente, 27 2. OS ORIXÁS E A NATUREZA, 35 2.1. Mitologia Africana dos Orixás, 37 2.2. Sincretismo na Umbanda, 44 2.3. Oferendas e Comidas de Santo, 48 2.4. As Ervas Sagradas na Umbanda, 57 3. A UMBANDA E OS NOVOS PARADIGMAS, 67 3.1. Mudanças na Prática Umbandista, 69 3.2. Umbanda e Sustentabilidade, 71 3.3. Sacrifícios de Animais na Umbanda, 76 3.4. Cursos: à Distância e Presenciais, 81 3.5. Ecopedagogia, 90 Umbanda e Meio Ambiente MIOLO.indd 11 19/08/2013 10:12:4612 Considerações Finais, 95 ANEXO 1. Ações Sustentáveis para Todos, 99 ANEXO 2. Manifesto da Terra-Mãe, 109 ANEXO 3. Carta da Terra, 117 Referências Bibliográficas, 131 O Autor, 135
Qual é o escopo, ou, a que ciência pertence a ecologia humana?
Várias ciências reivindicam propriedade sobre a ecologia humana. A biologia, com o estudo das cadeias tróficas e o ser humano, por exemplo, a geografia humana, com as dispersões populacionais e os estudos migratórios, a sociologia, através da pesquisa social-metabólica das comunidades humanas, a antropologia, com os estudos adaptativos-culturais da raça humana e a psicologia, através das pesquisas que relacionam o meio-ambiente e o comportamento humano. De fato a ecologia humana é uma ciência transdisciplinar, que toca todos esses campos e exige, para uma pesquisa séria, uma cuidadosa escolha do objeto de estudo e a escolha da, ou das, metodologias e disciplinas envolvidas na pesquisa. Sem dúvida, a ecologia humana é uma ciência nova, que tem ainda, como uma caixa de pandora, muito a dar para evolução da ciência humana, contribuindo com as bases teóricas do desenvolvimento sustentável e apontando limites e perspectivas que o homem precisa ter no seu processo evolutivo no planeta Terra.
O cuidado está intrínsico na questão do apontar limites e perspectivas no processo evolutivo. O cuidado na sociedade, tendo como objeto de estudo sua diversidade e condicionantes, as relações, como e quem se adapta, ou não, às inovações, os mecanismos de adaptação dos sujeitos, e, consequentemente, o desenvolvimento psicossocial, deve ser de atenção de todas as áreas das ciências.
Importante objeto de estudo atual são as redes sociais.
Como interferem no saudável desenvolvimento das relações humanas?
Que resultantes ocorrem no
desenvolvimento do indivíduo, considerando suaformação contínua, cujo processo interno é retroalimentado
conformeinovações na relação com o mundo?
Fevereiro de 2014 no Canal Saúde da Fundação Oswaldo Cruz sobre o projeto Caminhos do Cuidado.
Projeto Caminhos do Cuidado vai capacitar trabalhadores em saúde de todo o país no atendimento aos usuários de crack e outras drogas
Projeto que envolve as instituições Fiocruz (RJ), através do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT), o Grupo Hospitalar Conceição (RS) e a Rede de Escolas Técnicas do SUS, o Ministério da Saúde vai oferecer, em 2013 e 2014, cursos de formação para a totalidade dos agentes comunitários de saúde distribuídos por todos os estados e regiões do país.
Além desse público de agentes comunitários, o projeto vai abranger ainda um auxiliar ou técnico de enfermagem por cada equipe de saúde da família, perfazendo um total de 290.760 trabalhadores em saúde, que estarão recebendo informações sobre os melhores procedimentos e as práticas mais eficientes para o atendimento aos usuários de drogas, visando sempre a redução de danos.
O Projeto “Caminhos do Cuidado” se configura na ‘Formação de agentes comunitários de saúde, auxiliares e técnicos de enfermagem da saúde da família – saúde mental ênfase em crack, álcool e outras drogas’ visando melhorar a atenção ao usuário e seus familiares, por meio da formação e qualificação dos profissionais da Rede de Atenção Básica à Saúde.
Esta ação se insere no eixo do Cuidado do plano integrado de combate às drogas ‘Crack, é Possível Vencer’, sob responsabilidade do Ministério da Saúde e articulado pela Casa Civil.”
...A formação em saúde mental, álcool, crack e outras drogas oferecida pelo projeto Caminhos do Cuidado vai possibilitar que você, agente comunitário de saúde e auxiliar e técnico em enfermagem, ator da Atenção Básica, possa trabalhar em conjunto com a Saúde Mental, visando melhorar a atenção às pessoas que fazem uso prejudicial de drogas e seus familiares. Esse acolhimento e cuidado ao usuário de forma integral pressupõe um novo olhar sem preconceitos e sem exclusão de qualquer natureza.
O curso aqui oferecido tem como base a política do Ministério da Saúde de Atenção Integral e o cuidado com as pessoas que fazem o uso prejudicial de drogas, norteado pela Redução de Danos (RD) aos usuários. A carga horária para os alunos será de 60 horas, sendo 2/3 do tempo gastos em horas presenciais e 1/3 em observações de campo.
Essa formação em saúde mental inova pelo dinamismo e mudança de modelos. O projeto trabalha com a quebra da lógica do “especialismo” no cuidado em saúde mental, propondo a convergência da atenção envolvendo diversas áreas e setores e promove ainda a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em seus propósitos, já que os profissionais da Atenção Básica passam a dispor de ferramentas para o acolhimento dos usuários e se tornam multiplicadores dessa linha de cuidado....
Em 23 de outubro de 2013, o projeto Caminhos do Cuidado foi lançado, oficialmente, em cerimônias simultâneas, nos estados pilotos do Acre, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. Na ocasião, os Agentes Comunitários tiveram sua aula magna com uma palestra de um técnico do Ministério da Saúde...
A primeira etapa do projeto iniciou-se em outubro de 2013. Membros da coordenação do projeto Caminhos do Cuidado (executiva, planejamento, infra-estrutura, grupo condutor, macrorregiões, acadêmica, pedagógica e comunicação social) se reuniram em uma oficina de trabalho, onde foram discutidos pontos na estrutura organizacional e o cronograma de datas para a elaboração dos trabalhos por área.
Na ocasião foi definido que as oficinas de capacitação para orientadores seriam realizadas nos seis estados prioritários: Acre, São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Para alcançar a meta de formação 290.197 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (ATENFs) será necessário formar 80 orientadores e 1.200 tutores de aprendizagem.
A formação do Caminhos do Cuidado dirigida aos ACSs e ATENFs contemplará 114.532 alunos na Região Nordeste, 86.998 na Região Sudeste, 35.570 alunos na Região Sul, 32.440 alunos na Região Norte e 20.657 na Região Centro-Oeste.
Raimundo Arruda Sobrinho, pessoa em situação de rua na cidade de São Paulo ficou conhecido por escrever poesias. Em 2011 fez amizade com Shalla Monteiro e lhe deu um dos poemas.
Impressionada a jovem passou a ajudá-lo no sonho de publicar um livro e, então, criou uma página no Facebook
Raimundo foi encontrado por sua família.
Quem conheceu o Raimundo ou viu alguma foto dele na condição de morador de rua - que viveu por quase 35 anos - possivelmente não acreditaria que hoje ele estaria assim, como se apresenta nesta foto fazendo o "V" de VITÓRIA!!!
Raimundo é um grandioso exemplo de vida, de superação, de pessoa, de ter se mantido íntegro mesmo diante de tantas adversidades que vivenciou ao longo da sua trajetória, de sabedoria, de tantas coisas que não poderia descrever aqui, mas é acima de tudo um exemplo para todos nós que sim É SEMPRE POSSÍVEL MUDARMOS A NOSSA CONDIÇÃO DE VIDA, SEJA ELA QUAL FOR!
Que este maravilhoso exemplo de transformação e VITÓRIA possa iluminar nossos caminhos em 2014 e que tenhamos em mente de que GRANDES MUDANÇAS PODEM COMEÇAR COM PEQUENAS AÇÕES, que não dependem em nada de esforços financeiros!
Foi por meio desta página que fiz para Raimundo, em agosto de 2011, com o intuito de divulgar a sua obra e o exemplo de pessoa que ele é, que sua família - da qual esteve afastado por quase 51 anos - foi encontrada e hoje ele vive no acolhimento do ambiente familiar e sua terra Natal (Goiânia).
Esta página serviu igualmente para que ele se sentisse reconhecido como pessoa, como poeta, pois a cada curtida, cada post de vocês, a cada elogio sobre suas poesias (Mini-Páginas, como ele as denomina), eu via seu rosto se iluminar e sua identidade, auto-estima e vínculos sociais perdidos pelos 35 anos que viveu na condição de morador de rua sendo reconstruídos.
Sou muito grata pela oportunidade de servir de canal para que essa energia de amor, reconstrução de vínculos e reconhecimento do homem e poeta pudessem acontecer e AGRADEÇO IMENSAMENTE A TODOS VOCÊS QUE CURTEM ESTA PÁGINA POR FAZEREM PARTE IMPORTANTÍSSIMA DESDE PROCESSO!
As Mídias Sociais como esta podem estar a serviço de pessoas que não somente estão excluídas em termos “digitais”, mas sobretudo socialmente!
Um morador de rua é alguém que possivelmente perdeu todos os seus vínculos sociais, vive à margem da sociedade, sem “identidade” no sentido literal da palavra.
E a REDE SOCIAL - leia-se nós REDES HUMANAS - tem as MÍDIAS SOCIAIS a favor para servirem de meio para MOBILIZAÇÃO EM PROL DA INCLUSÃO SOCIAL E DIGITAL DE PESSOAS NESTAS CONDIÇÕES!
Que esta experiência tão exitosa possa inspirar e mobilizar pessoas que como eu sirvam de canal para tantos “Raimundos” que temos por aí, marginalizados e abandonados pelas ruas do mundo!
Abraços Fraternos!
Um 2014 com mais AMOR, TRANSFORMAÇÕES e muitos "Vs" de VITÓRIA para todos nós!
Com carinho,
Shalla
Acompanhe a poesia de Raimundo, e sua nova trajetória, na página:
Fonte: imagens e depoimento - da página do facebook
O Facebook produziu um vídeo divulgando esta história, veja aqui: http://awebic.com/pessoas/mulher-fica-amiga-de-mendigo-em-sao-paulo-ninguem-poderia-imaginar-o-que-aconteceria-depois-uau/
Como educadora estou ficando bastante preocupada com a forma como crianças e adolescentes tem se relacionado pelas redes sociais. O diálogo, que já não era algo muito tranquilo para nossas gerações, precisa ser alvo de atenção de pais, professores e sociedade, que são os que estão, ainda, na condução do processo: Diálogo no sentido de escuta, reflexões e debate.
As redes sociais já estão presentes na vida de milhares de pessoas em todo o mundo. Hoje acessamos as redes sociais, no smartphone, notebook, tablets e outros dispositivos. Costumamos colocar nossas fotos, nossas ideias, críticas, assuntos do dia a dia e muito mais. Tudo o que colocamos nas redes sociais, fica aberto ao público. É aí que começa o problema da privacidade nas redes sociais...
A tecnologia não está, somente, no polo negativo. Ela própria auxilia na reflexão. A questão é o aprendizado do equilíbrio, pois a tecnologia não é para ser abandona, jamais, mas utilizada com domínio e ética, a fim de não nos tornar escravos dela. Há tantas formas de cativeiro... Muitos sãos os pontos de vistas a serem analisados e considerados: 1. Ciberviciado - Vicio por internet http://www.brasilescola.com/informatica/ciberviciado.htm http://www-usr.inf.ufsm.br/~cacau/elc202/viciocomp.html em construção...
Artistas ficam pendurados sobre o Arroio Dilúvio para alertar sobre poluição das águas
Intervenção cultural chamou a atenção de porto-alegrenses na manhã de 21/03/14.
Uma intervenção cultural na ponte da Avenida João Pessoa, em Porto Alegre, chamou a atenção da comunidade. Artistas do projeto Ecopoética ficaram pendurados dentro de uma rede repleta de lixo sobre o Arroio Dilúvio com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para ecossistemas aquáticos da cidade que aparentam situação de abandono.
Voluntário dos Parceiros Voluntários de Canoas e Assistente Social da Ação Social Santa Isabel realizam atividade fomentando a comunicação intergeracional através da
utilização de cartas entre alunos
da Escola Vicente Freire e idosos do Lar São José. Inicialmente os idosos
enviaram mensagens para as crianças e
adolescentes que foram transcritas pela estagiária de Serviço Social, Chirli Francini de Oliveira Vieira.
O Voluntário Carlos levou as cartas em 15/10/13 para a escola, que foram trabalhadas com as turmas do
5º, 6º, 7º e 8º anos. A partir desta atividade os alunos retornaram mensagens através de cartas e bilhetes, anexados em painéis
de papel pardo, que foram encaminhados ao Lar São José em 26/11/2013.
A Assistente Social Marcia Souza organizou um encontro entre os envolvidos fechando a atividade. Representantes dos
idosos do Lar estiveram na escola em 05/12/13 para receber das crianças e
jovens o retorno de suas cartas. Conforme relato da Assistente Social os idosos
foram bem acolhidos na escola. Passaram em cada sala reforçando a ideia da
convivência e importância dos jovens cuidarem dos idosos. Sr. Donário em todas
as salas fez questão de dizer para os alunos da importância do estudo e quanto
eles deveriam valorizar os professores. Num dos momentos abriu-se um debate com os alunos: o sr. Donário começou a explicar como se deu o
encontro com a Tetê no Lar, e perguntou se deveria casar com ela, ou não. Relatou o que ele havia feito para ajudá-la com incentivo nas fisioterapias, pois era cadeirante e passou a circular livremente. E agora ela quer casar comigo, disse ele, eu caso ou não? Iniciou-se uma conversação contra e a favor. Ele fez isto para frizar o quão importante é o cuidado um com o outro. Ao final da atividade, na hora do intervalo, houve a distribuição de balas pelos idosos, o que os alunos gostaram muito. Participaram deste passeio Lourdes, Terezinha Borges, Teresinha
Alves e Donário.
A atividade atende ao que rege nos estatutos dos idosos e da criança e adolescente que regula os direitos e a garantia ao respeito e dignidade, e, para isto, tudo o que está envolvido. Estabelece um processo educativo mútuo cujos valores relacionados a cada etapa de vida remetem a questões cruciais nas relações, tais como: o respeito às características e ao conhecimento dos idosos, a escuta da criança e do jovem, de sua visão de mundo e entendimento em formação, o estabelecimento do diálogo entre gerações e a oportunidade da troca de afetos. Ações como esta permitem o exercício da cidadania mostrando que, de um lado, o processo de envelhecimento não consiste num "sair de cena", mas é uma fase com possibilidades de participação e enriquecimento vivencial. De outro, o fortalecimento da educação para a cidadania e formação dos futuros adultos e idosos, minimizando o preconceito e fortalecendo a autoestima para vivência nas novas etapas da vida.
Como situar a presença positiva das religiões num tempo marcado pelas afirmações identitárias agressivas, pelo acirramento dos fundamentalismos e a resistência aos apelos da diversidade.
O grande, difícil e arriscado desafio do diálogo inter-religioso consiste em apontar e demonstrar a possibilidade de um horizonte de conversação alternativa: de indicar que a violência religiosa não faz parte da essência da religião, mas constitui um desvio ou traição do dinamismo mais profundo que anima a relação do ser humano com o Mistério maior...
Por ocasião da reunião do Parlamento das Religiões Mundiais, realizado na cidade de Chicago (1993), firmou-se uma importante declaração em favor de uma ética mundial. Diante da difícil situação mundial (conflitos sociais, raciais, étnicos, do crime organizado, da violência institucionalizada) e a constatação da presença de segmentos religiosos no fomento de agressões, ódios e hostilidades xenófobas, firmou-se um compromisso fundamental em favor de uma cultura da não violência, da solidariedade, da tolerância e da paridade dos direitos. Afirmou-se na declaração que a humanidade necessita não apenas de reformas sociais e ecológicas, mas também de “renovação espiritual”. As religiões têm um lugar importante na afirmação do respeito e cuidado para com a comunidade da vida. Em razão de seu capital simbólico e de suas forças espirituais”, as religiões podem conferir aos seres humanos uma fidelidade de fundo e um horizonte de sentido. Mas para que isto possa ocorrer, faz-se necessário a paz entre as religiões, e o diálogo entre as religiões.
O grande desafio desse nosso século XXI é o DIÁLOGO em favor da paz. E a paz significa “a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e a totalidade maior da qual somos parte”...
Para acessar a Cartilha do Centro de Referência em Direitos Humanos do Distrito Federal, clic:
...a goma de mascar pode ser reciclada, e seu resultado final é uma resina que pode ser utilizada em diferentes aplicações, como impermeabilização de produtos, além de poder ser transformada, assim como outros itens que são matéria-prima para reciclagem plástica, ...
...por não ter um incetivo do governo brasileiro à reciclagem da goma de mascar, o ideal é que joguemos o chiclete no lixo, pois desta forma não o jogamos na rua.
Lucía Copelotti, Graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bolsista de iniciação científica CNPq no Núcleo de Estudos da Religião (NER), interesses de pesquisa em religião, ecologia, política, realizou seu trabalho de conclusão de curso sobre as práticas ecológicas desenvolvidas pelas religiões afro-brasileiras na região metropolitana de Porto Alegre, destacando a metodologia utilizada pela FAUERS com as cartilhas educativas, oficinas, seminários e demais ações ecológicas.
Lucía iniciou seu trabalho em 2011 com o objetivo da análise das práticas de educação ambiental dos agentes afro-umbandistas e dos significados atribuídos à “Cartilha pela Natureza: porque ela é o altar de todos nós”, produzida pela FAUERS, como,desdobramento do projeto de pesquisa Ambientalização Social da Religião, coordenado pelo Professor orientador Carlos Alberto Steil/UFRGS em parceria com a Professora Isabel Carvalho do PPGE/PUCRS, o qual se propõe compreender como, a partir da incorporação de um idioma ecológico, a questão ambiental é apropriada e disseminada através de diversas instituições religiosas e/ou educacionais.
Em janeiro de 2013, após a pesquisa-participação, apresentou seu Trabalho de Conclusão baseado no título das cartilhas ecológicas: "PORQUE A NATUREZA É O ALTAR DE TODOS NÓS" - uma etnografia sobre as práticas ecológicas das religiões afro-brasileiras na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Em 06/07/13 Lucía entregou uma cópia de seu TCC ao Presidente da FAUERS - Sr. Everton Alfonsin, ao Presidente da Casa de Caridade Pai Thomé, Sr. Ernesto Luchina (onde fica a sede da federação) e à criadora das cartilhas - Professora Maria Inês Pacheco.
De acordo com o que é difundido pela FAUERS , o objetivo da Cartilha pela Natureza, não é ensinar a fazer uma oferenda - isso é algo específico do sagrado de cada linha religiosa, trabalhado, assim, no âmbito de cada terreiro - mas o de alertar o cuidado no fazer, promovendo, desse modo, uma relação mais harmoniosa com a natureza, respeitando o ambiente daquele orixá que está sendo homenageado e evitando criar uma imagem distorcida da religião.
Lucía Copelotti Guedes
Organizado em três capítulos o trabalho de Lucía apresenta primeiramente alguns aspectos gerais sobre as situações de discriminação das religiões afrobrasileiras. No segundo capítulo são mostrados os discursos e as práticas religiosas e políticas das comunidades e, por fim, são apresentadas as propostas de conscientização e educação ambiental desenvolvidas, principalmente, pela FAUERS, indicando uma nova postura em relação a preservação ambiental que se materializa na formulação de cadernos de orientação, na promoção de oficinas e de seminários e na realização de festas religiosas que trabalham no sentido de incentivar os religiosos a adotarem práticas ecológicas e a reformularem algumas de suas práticas tradicionais, visando, assim, o cuidado do meio ambiente.
As diferentes formas de expressão artístico-culturais em defesa da vida.
...As diversas formas artísticas de expressão conduzem, através da sensibilização, para necessárias reflexões que por sua vez levam às ações. Assim, a utilização da poesia, da música, da dança, da pintura, do teatro, de maquetes, de charges, de painéis, dos programas de computadores, de vídeos, de obras com materiais reciclados, são formas de aprendizagem que motivam, sensibilizam e movimentam. O espectador transforma-se no ator/artista que é desta vida real, cujo cenário ele é responsável pela construção e manutenção...
Na mesma cidade o Grupo Axé Jovem da Casa de Caridade Pai Thomé tem em sua história várias apresentações artístico-cultural-religiosa, como no vídeo abaixo, nas representações dos orixás e seus reinos.