segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Educação Ambiental como educação moral do século XXI”


As Cartilhas pela Natureza e a ambientalização da umbanda:
o caso da FAUERS no RS
Por Pádula Rita Ferreira
Isabel Cristina de Moura Carvalho (orientadora)
Faculdade de Educação/PPGEDU – PUCRS

Resumo


Este trabalho faz parte do grupo de pesquisa (CNPq) “Cultura, ambiente e educação” e da pesquisa e andamento no PPGEdu, sob orientação da profa. Isabel Carvalho “Educação Ambiental como educação moral do século XXI”. Meu trabalho dentro desta pesquisa foi estudar um caso particular de ambientalização das práticas educativas. Estou pesquisando a elaboração de cartilhas ecológicas pela Federação Afro-Umbandista e Espiritualista Rio Grande do Sul (FAUERS). O objetivo é discutir como esta tradição religiosa está incorporando a preocupação com o meio ambiente em seus rituais e ações pedagógicas junto aos seus praticantes. Quero compreender como esta Federação dialoga com sua comunidade de adeptos,a fim de educá-los ambientalmente desde uma perspectiva ecológica construindo pontes entre seus princípios religiosos e uma ética e uma moral ecológica.

Introdução

A pesquisa “Educação Ambiental como educação moral do século XXI” da qual este trabalho parte busca discutir os processos de ambientalização da sociedade, particularmente das práticas educativas sejam estas escolares ou não formais. O conceito de ambientalização é inspirado principalmente nos trabalhos do antropólogo José Leite Lopes (2004) e Acselrad (2010) e trazido para o campo da educação é entendida como processo de internalização da preocupação ambiental instituindo-se como um conjunto de crenças que tende a se generalizar na formação de comportamentos, atitudes e de uma moral ecológica (Carvalho & Toniol. 2010).

O trabalho apresentado estuda a ambientalização de uma prática educativa no contexto de uma tradição religiosa. Trata-se de analisar a iniciativa de uma “educação ambiental” empreendida pela FAUERS através da elaboração e difusão das “Cartilhas para a natureza” publicada por esta Federação para sua comunidade de praticantes. Além das cartilhas a Federação participa ativamente no RS junto com a Pastoral da Ecologia e de várias atividades ecológicas interreligiosas. Minha preocupação tem sido identificar nas iniciativas ambientais da FAUERS como este grupo religioso tem construído uma “ecopedagogia” como declara a pedagoga que é idealizadora das Cartilhas, e se apropriado dos valores ecológicos em seu repertório de valores éticos e morais.

Metodologia

Esta pesquisa tem uma orientação antropológica e usa como recursos metodológicos o trabalho de campo de cunho etnográfico, análise documental e entrevistas semiestrururadas. Participei e observei de eventos ecológicos promovidos pela FAUERS, analisei as cartilhas e outros documentos escritos que circulam neste meio, acompanhei o lançamento das ultimas duas edições das cartilhas, fiz visitas a uma casa de religião ligada aos idealizadores das cartilhas. Sigo acompanhando estes eventos, pois a pesquisa segue em andamento. Os trabalhos de campo são sistematicamente discutidos com o grupo de pesquisa acima citado que se reúne presencialmente com a professora orientadora para leituras de apoio a pesquisa e para discutir no grupo os campos de cada pesquisador.

Resultados Parciais (ou Resultados e Discussão)

Até o momento podemos perceber uma intenção pedagógica da FAUERS de educar seus praticantes para uma ação religiosa ambientalmente correta. Estas práticas rituais têm sido cobradas e mesmo acusadas de causar danos ambientais como, por exemplo, pelas oferendas deixadas nos lugares e outras interferências no ambiente. A Umbanda se relaciona de diversas maneiras com a natureza. Costuma fazer suas oferendas muitas vezes junto a cursos de rio, junto ao mar ou em áreas naturais (parques, praças etc.), e seus orixás representam diretamente forças da natureza. Percebemos através das cartilhas uma ação conscientizadora e pedagógica no sentido de alinhar e compatibilizar esta tradição religiosa com uma visão ecológica contemporânea. Destacamos nas duas edições da cartilha como o tema ecológico é introduzido com a frase: “Cartilha pela natureza: um altar de todos nós”. Nestas cartilhas a questão ambiental é apresentada como profundamente ligada à tradição da Umbanda. Na primeira edição a cartilha orienta seus adeptos para o tema da reciclagem dos materiais usados nas oferendas, de modo a reduzir seu impacto ambiental. Na segunda edição a cartilha retoma os temas abordados na edição anterior reforçando, a partir da contação de uma história, a relação de cada orixá com a preservação da natureza, buscando sensibilizar a comunidade religiosa em torno do cuidado com o meio ambiente.

Conclusão

O estudo das cartilhas pela natureza, da Federação de Umbanda, nos ajuda a compreender práticas pedagógicas associadas aos processos de ambientalização de uma tradição religiosa. Poderíamos argumentar que a internalização dos valores ambientais traz reconhecimento e legitimidade social para este universo de crença e de identidade cultural afro-brasileiro. A questão ambiental ao ser incorporada em práticas como a Umbanda indica que a preocupação com o ambiente tende a expandir-se como um argumento válido de orientação moral, ética e estética para o conjunto da sociedade, ainda que de forma diferenciada para cada grupo social.


Referências

GADOTTI.Moacir.Disponívelem:http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/torres/gadotti.pdf Acesso em: 24 de junh.2011

ACSELRAD. H. Ambientalização das lutas sociais. Revista estudos avançados, São Paulo, v. 24, n. 68, p. 103-119, 2010.

CARVALHO, I. C. M. e TONIOL, Rodrigo. Ambientalização, cultura e educação: diálogos, traduções e inteligibilidades possíveis desde um estudo antropológico da educação ambiental. Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517-1256, v. especial, setembro de 2010,PP.28-39.

CARVALHO, I. C. M.; STEIL, C. A.. A sacralização da natureza e a 'naturalização' do sagrado: aportes teóricos para a compreensão dos entrecruzamentos entre saúde, ecologia e espiritualidade. Ambiente & Sociedade. Campinas, v. 11, n.2, p. 289-305, 2008.

LEITE LOPES, J. S. (Org.). A Ambientalização dos Conflitos Sociais; Participação e Controle Público da Poluição Industrial (coordenador). 1. ed. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2004. [v. 1]

XII Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 03 a 07 de outubro de 2011


quarta-feira, 28 de março de 2012

A Carta da Terra na Educação

O movimento pela ecopedagogia se ampliou e ganhou novos desdobramentos. No meu entender, a ecopedagogia não pode mais ser considerada como uma pedagogia entre tantas pedagogias que podemos e devemos construir.
Ela só tem sentido como projeto alternativo global onde a preocupação não está apenas na preservação da natureza (ecologia natural) ou no impacto das sociedades humanas sobre os ambientes naturais (ecologia social), mas num novo modelo de civilização sustentável do ponto de vista ecológico (ecologia integral) que implica uma mudança nas estruturas econômicas, sociais e culturais. Ela está ligada, portanto, a um projeto utópico: mudar as relações humanas, sociais e ambientais que temos hoje...
A ecopedagogia está se desenvolvendo, seja como um movimento pedagógico, seja como abordagem curricular. Como a ecologia, a ecopedagogia também pode ser entendida como um movimento social e político. Como todo movimento novo, em processo, em evolução, ele é complexo e pode tomar diferentes direções.

A ecopedagogia também implica uma reorientação dos currículos para que incorporem certos princípios e valores... Os sistemas educacionais, em geral, são baseados em princípios predatórios, em uma racionalidade instrumental, reproduzindo valores insustentáveis. Para introduzir uma cultura da sustentabilidade nos sistemas educacionais, nós precisamos reeducar o sistema: ele faz parte do problema como também faz parte da solução. Por isso, precisamos de uma nova pedagogia.
Estou convencido de que a sustentabilidade é um conceito poderoso, uma oportunidade para que a educação renove seus velhos sistemas, fundados em princípios e valores competitivos. Introduzir uma cultura da sustentabilidade e da paz nas comunidades escolares é essencial para que elas sejam mais cooperativas e menos competitivas. Nesse sentido, a ecopedagogia e a Carta da Terra podem dar uma grande contribuição.

Moacir Gadotti

Falando em Sustentabilidade...

Muito se fala em sustentabilidade, o que tem até vulgarizado essa palavra, mas há ainda muitas dúvidas e entendimentos distorcidos sobre o que este conceito de fato encerra. Para nós, sustentabilidade implica agir com respeito em relação às pessoas e ao planeta, construindo relações de longo prazo e permitindo que ciclos virtuosos possam ser repetidos. Assim, a não-geração de desperdícios e o estímulo ao consumo responsável, a utilização correta dos recursos naturais, a prática de iniciativas básicas para evitar (ou conter) o aquecimento global, entre outras ações, são fundamentais para a sadia preservação da vida neste planeta...
...a educação é um dos instrumentos indispensáveis para que as pessoas sejam capazes de compreender, criticar e melhorar a vida.
Daniel Feffer
Presidente do Instituto Ecofuturo



Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo?
Ter, 14 de Junho de 2011 20:39 Leonardo Boff


É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também, muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.

Explico-me: http://berigan.com/assets/Boff_sustentabilidade.pdf


segunda-feira, 26 de março de 2012

Mercado d'água

Março - dia 22 é o dia Mundial da Água.
Todas as formas de vida existem pela água, pois se formam e se desenvolvem graças a ela.


A nível global, como a nível local, água é primordial, porém, também, tem sido fonte de problemas,  pelo rumo como as coisas estão tomando.

Quando a qualidade da água fornecida é péssima devemos perceber o que há por traz desta condição - de onde ela vem? como está sendo seu tratamento preventivo 'in natura', qual o custo do tratamento corretivo? qual nossa responsabilidade enquando cidadão-consumidor?... Em 2010, Annie Leonnard lançou o filme A História da Água Engarrafada onde conta como este processo de produção impacta os recursos do planeta e o porquê de consumimos esta forma de água oferecida. As empresas fabricantes atendem a uma demanda do mercado, pois em muitas cidades do mundo não é mais possível consumir água da torneira. Porém, a cada dia que passa, torna-se mais importante questionar o que está por trás dessa indústria, o quanto e como o dinheiro é investido: A ativista mostra o quanto no mundo bilhões de pessoas não tem acesso à água limpa, e o quanto as cidades gastam para despoluir as águas e com todas as garrafas plásticas que descartamos...
É preciso estarmos atentos para aquilo que nos leva a optar pelo menos trabalhoso, pelo mais saudável, sem a preocupação com a forma como o processo vai se formatando, gerando novos mercados, alimentando um mercado não tão preocupado assim com nossas necessidades, alimentando a proposta de privatização.
É o caso de venda de água (sucos e refrigerantes) engarrafada. Já há notícias sobre contaminações provenientes das fontes, ou dos resíduos químicos nas embalagens de engarrafamentos, de venda de água potável proveniente da rede de abastecimento público (podemos estar comprando a mesma água que chega a nossa torneira), dos perigos de armazenamento, da falta de segurança e higiene...

Quanto as questões dos impactos sobre o meio natural: as fontes de água não estão protegidas e a sua vulnerabilidade pode ser agravada pela degradação ambiental, pois a extração de água para engarrafar pode ocasionar alterações das condições de carga e recarga dos sistemas aqüíferos; os problemas sociais e de saúde nas localidades onde a água potável não chega para todos e das pessoas que vivem do descarte de resíduos; a quantidade de água gasta na fabricação das garrafas é muito maior do que a quantidade a ser engarrafada para o uso, como, também, a quantidade de plástico descartada na natureza e a quantidade de gases que são liberados na atmosfera pela produção do PET; as despesas e consequências do transporte para a distribuição da água engarrafada (diferentemente da água da torneira que chega via tubulações)...

 Como seria se gastássemos esse dinheiro melhorando nosso sistema de água,
em educação ambiental,
evitando contaminações,
 prevenindo a poluição,
...?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Arte, Ecologia e Cultura

A Artista Plástica Zoravial Bettiol, Conselheira da Agapan, agitou com sua " FILOMENA" o calçadão de Ipanema!

Zoravial, com sua energia e capacidade criativa, através de sua "Filomena com seu papagaio", faz alerta muito bem humorado em termos ecológicos e sociais.

Em dezembro/11, um dos momentos de explanação da artista, houve a participação da Casa de Caridade Pai Thomé, de Canoas/RS, refletindo junto, sobre as condições ambientais.

Momento de trocas, de alegria, de reflexão, movimentado pela ironia de Filomena, Zora apresenta a problemática socioambiental sob um ponto de vista diferente.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

UBUNTU...

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), contou o caso de um antropólogo que estava estudando os usos e costumes de uma tribo africana e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo então, propôs uma brincadeira para as crianças o que achou ser inofensiva. Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!" instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: 

   
- "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
https://sites.google.com/site/filosofiapopular/home/ubuntu

Nobel da Paz, o ex-presidente Nelson Mandela, coloca que para ser feliz é preciso viver em coletividade, em harmonia com quem está a sua volta. Ou seja, tudo de bom que você pode sentir ou desejar a uma pessoa, os africanos resumiram em apenas seis letras:Ubuntu.

A Profa. Fatima Reis: "Ter ou ser Ubuntu é lutar contra qualquer tipo de discriminação, ter cidadania ecológica, se esforçar para melhorar a vida do outro, participar da vida do outro, respeitar a opinião alheia, e não humilhar e oprimir. É ser e estar em sociedade, sendo humano e agindo e interagindo com outros seres humanos." http://www.miniweb.com.br/Historia/Artigos/i_contemporanea/africa_copa_mundial.html

Uma ética do ubuntu se pronunciaria contra essa interpretação ideológica da realidade por meio de uma filosofia nativa espiritual que está em maior consonância com a Terra, suas criaturas e suas formas vivas, e isso diz respeito a toda a humanidade em toda parte. Visto que o princípio central do ubuntu é o respeito mútuo, ele está em consonância com a epistemologia africana de modo mais geral, que é circular em sua compreensão e, consequentemente, está mais em harmonia ecológica com a Terra do que a epistemologia do racionalismo ocidental, que é linear, exploradora e insustentável. Educadora sul-africana Dalene Swanson

ESTÁ EM TEMPO DE APRENDERMOS A CONVIVER.
UBUNTU PARA TODOS NÓS!!!!!!!! 

$ituação In$ustenvável


"Viemos perante este instrumento público manifestar nosso repúdio à derrubada de árvores em Porto Alegre e pedir explicações à prefeitura de Porto Alegre quanto à derrubada da figueira da Praça Otávio Rocha !



Com esta manifestamos gostariamos de dizer às autoridades que queremos que a natureza seja preservada E PROTEGIDA e repudiamos a remoção de árvores como esta .


Pedimos que usem de políticas públicas adequadas contra quaisquer justiticativas que permitam esta atitude anti-ecológica. Pedimos às autoridades responsáveis que analisem a atitude da prefeitura de Porto Alegre como o Ibama, Ministério Público e Delegacia Ambiental para avaliarem da legalidade desta medida antiécológica.


Se uma árvore "danificar" a via pública devem ainda existir medidas públicas que protejam a natureza ao contrário da mera poda da árvore ( no mínimo transferência) . Se fosse legítima tal justificativa para remoção de árvores então a prefeitura deveria fiscalizar os buracos que se acumulam em rua importantes como a Osvaldo Aranha !


Se a praça é frequentada por drogadidos ou público "suspeito" mais uma razão para que a prefeitura invista em políticas públicas para coibir a drogadição e outras ilegalidades e não para medidas anti-ecológicas ou preconceituosas. Invistam em segurança pública no sentido preventivo, iluminação pública, instalem câmeras pelas ruas e fiscalizem buracos nas vias públicas e não removam árvores conforme já consta em nossa legislação ambiental federal e mesmo municipal ! Como o preço abusivo do IPTU de Porto Alegre pedimos tomem medidas ecologicamente adequadas e de acordo com uma crescente demanda de respeito à natureza!


Em relação a árvores como a figueira covardemente derrubada acrescentamos que árvores como estas deveriam ser tombadas e não derrubadas !


Portoalegrenses indignados com a derrubada da figueira da Praça Otávio Rocha !"

sábado, 28 de janeiro de 2012

$USTENTABILIDADE VIROU MODI$MO?

Muitas vezes relacionamos patrimônio com $, desconsiderando o valor natural e histórico que temos ao nosso redor. A crise de valores em que encontramos traz resultados diversos ao qual, ainda, não temos dimensão dos problemas que estão nos causando.
Num encontro de amigos no primeiro dia de 2012, em Caxias do Sul/RS, um dos assuntos partilhados foi uma araucária centenária no terreno da festa. Linda, a copa formava uma circunferência que cobria todo seu terreno e avançava para os terrenos ao lado. As crianças abraçaram a velha árvore e sua filha, com cerca de 20 anos. Dá para se ver a diferença no tronco e na altura.

Porém, naquela mesma semana, em 05/01/12, a árvore tombou. A araucária faz parte do Bioma Mata Atlântica cuja lei nº 11.428 /2006 dispõe sobre sua proteção. Apenas cerca de 7º desta mata ainda existe e 1º do bioma é araucária. Os terrenos onde se localizavam as araucárias se tornaram espaços de interesse econômico, sobrepondo-se ao interesse de conservação e proteção, apesar das novas leis. A preservação dos remanescentes nem sempre é o suficiente para a sustentabilidade do ecossistema, porém o tombamento de árvore de cem anos deveria ser muito avaliada antes de ocorrer.


http://ra-bugio.org.br/downloads/cartilha_mata_atlantica.pdf



Cidadania: Eu existo, nós existimos, e formamos esta cidade.

No dia 03/11/11 a equipe do CREAS - Centro de Referência Especializado de Assistência Social-Canoas/RS realizou reflexões para seu Projeto Político Pedagógico (PPP). O CREAS tem como objetivo fortalecer a rede social de apoio às famílias assegurando a proteção social imediata e o atendimento interdisciplinar às pessoas em situação de violação de direitos e/ou violência, visando sua integridade física, emocional e social, prevenindo o abandono e a institucionalização, contribuindo no combate a estigmas e preconceitos, fortalecendo vínculos e a capacidade de proteção da família.
 O texto desta data - UBUNTU : Eu só existo porque nós existimos, apresentado pelo Professor Rodrigo, propõe reflexões à equipe sobre um termo novo para todos: " Ter ou ser Ubuntu é lutar contra qualquer tipo de discriminação, ter cidadania ecológica, se esforçar para melhorar a vida do outro, participar da vida do outro, respeitar a opinião alheia, e não humilhar e oprimir. É ser e estar em sociedade, sendo humano e agindo e interagindo com outros seres humanos." Fonte: Fundação Cultural Palmares/Professora Fatima Reis.

O Professor Rodrigo discorre sobre a proposta Ubuntu, uma palavra de muitos significados e que expressa valores de uma cultura as quais, na nossa sociedade, precisamos rever. E, neste momento de construção coletiva de uma equipe que atende variedades de conflitos e violações, é primordial fortalecer a capacidade de entender e aceitar o outro de forma aberta, despidos de quaisquer julgamentos e de buscar pelo apoio necessário na realização de suas ações. Conhecer o UBUNTU, esta forma de ver o mundo de maneira holística e integradora, é um exercício importante para o PPP. O conceito do Ubuntu enfatiza a necessidade da união e do consenso nas tomadas de decisões.

As demandas e questões sociais que surgem no CREAS requerem ações e iniciativas dos profissionais que vão além das necessárias ações preventivas, educativas e assistenciais. Requer a defesa de direitos humanos na situação de violação, requer o apoio no combate às situações ilegais, a busca da justiça social para um ambiente seguro, com qualidade e dignidade. Assim, é necessário o efetivo exercício da cidadania, com envolvimento de uma rede de pessoas e instituições, com tratamento justo a todos os envolvidos, buscando  a reversão das situações, a revisão de valores e novas ações e relações, para a construção de uma sociedade melhor. 
Ações locais contribuem com a ampliação da Cidadania Planetária - as pessoas vão adquirindo a consciência da sua responsabilidade com o ambiente em que vivem, com o desenvolvimento da sociedade em que se inserem, com a necessidade de se associarem para construir um mundo melhor.

Para ler o texto utilizado pelo Professor Rodrigo acesse o link
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3691&secao=353
UBUNTU - uma forma ética de conhecer e de ser em comunidade.

sábado, 24 de dezembro de 2011

THE ECOLOGIST Revista

"...são as florestas que alimentam as nascentes dos rios. Com floresta a água é armazenada no solo e quando a chuva passa, resta toda a umidade retida no solo penetrado pelas raízes. No entanto, quando nós, seres humanos, desmatamos, rompemos este ciclo natural e a água da chuva deixa de penetrar no solo e abastecer as nascentes e passa a escorrer rapidamente para os rios, causando enchentes. E enchente é sinal de seca mais adiante, pois se a água não foi naturalmente retida no solo, vai faltar na sequência temporal. Enchentes e secas são consequências do desmatamento. O único jeito de reequilibrar o sistema é plantando árvores nativas, recompondo florestas originais".
Ana Primavesi - uma das pioneiras da Agroecologia no Brasil


O atual modelo de desenvolvimento econômico predador e o estilo de vida de constante desperdício são analisados no artigo, "A Justiça na Era do Hiperconsumo", destaque de capa na edição número 21 da revista Ecologist Brasil. Em seu editorial, a revista posiciona-se contra as alterações no Código Florestal Brasileiro. Trata ainda da situação da água no planeta, os 40 anos da AGAPAN, a luta dos índios Guarani em defesa da vida e de seus territórios, a viabilidade da energia solar no Brasil, a campanha contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, além de ensinamentos de Ana Primavesi e uma homenagem à ativista queniana recentemente falecida Wangari Maathai. Também aborda o tema trabalhar em casa: rumo a uma nova sociedade, entre outros assuntos. É a edição mais brasileira de todas até agora, pois a maioria dos artigos são de autores brasileiros.
A Revista The Ecologist Brasil você encontra:
Preço: R$ 10,00
Feira Ecológica/ Banca de Livros do Augusto Carneiro:
Av José Bonifácio das 9 às 13 horas;
Ou pelo correio: theecologist@terra.com.br (com Vanete Farias)


Fonte: Blog da AGAPAN
http://www.agapan.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Belo Monte - A Guerra pela água no Brasil



Belo Monte é o nome do projeto da segunda maior Usina Hidrelátrica do Brasil - atrás da binacional Itaipu - a ser construída no Rio Xingu - Pará.

Perspectivas positivas são lançadas,

mas valerá o dano irreversível a um patrimônio do Brasil e da humanidade?

Impactos iniciais já acontecem: os ânimos estão acirrados. Outros serão causados como mudança da paisagem, transferência do povo nativo, poluições causadas pela instalação da infra-estrutura da obra, alteração na biodiversidade, da navegação e do acesso aos rios pela população, perda de fontes de renda e sustento das famílias, e, principalmente, futuramente, áreas da floresta Amazônica desaparecerão, e o rio Xingú terá seu curso desviado para um reservatório, diminuindo sua vazão e as possibililidades daqueles que dependem dele para sobreviver. Humanos e não-humanos, estão em risco. No final dos anos 80 iniciou a luta contra esta obra e ela está tomando sérias proporções.

“O Governo federal só vai construir a usina se matar os índios que vivem aqui. O Rio Xingu vai ficar vermelho de sangue”. Luis Xipaia da aldeia Tukaia

ESTÁ MUDANDO O CLIMA SÓCIO-AMBIENTAL - Somos todos vulneráveis às variações deste clima. Ambientalmente falando, a floresta, lá no norte do país, equilibra o clima aqui no sul e este equilíbrio depende de muitos fatores. Socialmente abordando o tema, as tenções e ameaças resultantes nos atingem de forma complexa. Não podemos ignorar o que está acontecendo. Ignorar no sentido de não ter as informações, como, também, de não querer saber do assunto, pois os resultados, certamente, nos atingirão.

Do ponto de vista ecológico a obra Belo Monte destrói ecossistemas que prestam serviço, gratuitamente, a toda a população, para atender a interesses econômicos. Defendemos aqui o valor ambiental, mas, também, o valor social da natureza. O desequilíbrio natural desencadeia crise social. É preciso repensar nosso modelo de desenvolvimento, nossos valores, nossas ações. Qualidade de vida para alguns não deve provocar a privação na vida - e de vida - para outros.
Para compreender mais baixe aqui o livro Mudanças Climáticas e Mudanças Socioambientais Globais: reflexões sobre alternativas de futuro
http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001918/191897POR.pdf

São muitas informações e pontos de vista, porém não podemos nos isentar.

Para acompanhar a cronologia do processo













sábado, 22 de outubro de 2011

A Natureza pede Paz...




Ouça aqui a mensagem - Quem ama tem que cuidar...



GRUPO REVELAÇÃO
AUTORES: XANDE DE PILARES E HELINHO DO SALGUEIRO
CANTA: XANDE DE PILARES E HELINHO DO SALGUEIRO


EU TE PEÇO EM PRECES MEU PAI
TRAGEDIA IGUAL NUNCA MAIS
PERDOA A GENTE SENHOR
EU SOU A FAVOR DE QUEM FAZ
PROVANDO QUE É CAPAZ
TUDO EM NOME DO AMOR
INDEPENDENTE DE RELIGIÃO OU DE RAÇA
SE HOUVER UNIÃO NÓS ALCANÇAREMOS A GRAÇA
UM FUTURO MELHOR PROS NOSSOS DESCENDENTES
O MUNDO É DE DEUS MAS TAMBEM DEPENDE DA GENTE

TEMOS QUE NOS REDIMIR
CUIDAR DO RIO E DO MAR
DEIXAR FLORESTA FLORIR
NÃO POLUIR NOSSO AR (BIS)
QUEM AMA TEM QUE CUIDAR
E PRESERVAR COM CERTEZA
PRA NÃO VER A REVOLTA DA MÃE NATUREZA

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Amante da Vida

Ao amanhecer senti a luz do sol entrando pela fresta da casa de madeira. Na verdade ainda não estava o sol a vista, mas sua luz já estava a iluminar o amanhecer! Amo o amanhecer, mais que o entardecer. Amanhecer é sempre uma nova possibilidade – foi num amanhecer trágico que pude experimentar, junto com a fragilidade a força da vida. E aprendi que não existe força separada da fragilidade, ambas coexistem. Aprendi que não existe um dia em que nascemos, que é preciso nascer todos os dias com o amanhecer. E que, nem sempre o amanhecer é como hoje, céu limpo, de um azul estonteante, de uma luminosidade inquestionável, de sinfonia de passarinhos, de flores vibrante, de filhos arteiros com plena saúde, lindos e alegres, de companheiro parceiro, de mãe que te abraça, de irmã que chega bem cedo para partilhar alguns aspecto da vida, em fim, dia cheio de fertilidade, de possibilidade!!!


Tem amanhecer, cinzento, com vento forte e até agressivo, de chuva torrencial, de lama, em vez de passarinho cantando: trovões, raios ameaçadores, filhos chorosos, companheiro ausente mesmo presente... Aprendi, que nestes dias é fundamental nascer, porque na fragilidade a vida clama... perceber a possibilidade de vida nos momentos mais duros é reconhecer o sentido de fazer parte da “Pacha-Mama”, da Pátria Grande, da Mãe Terra. Para ser sincera, mesmo com esse lindo amanhecer, tive a capacidade de dizer que o dia parecia xoxo, em seguida me dei conta do quanto mesquinha foi minha afirmação, senti o quando ainda mora em mim armadilhas de não-viver, o quanto preciso estar atenta para poder renascer todos os dias. “educar minha Esperança”, foi o que o grande Educador Paulo Freire viveu e por isso ensinou: a esperança precisa ser educada. Reafirmo a necessidade de ser consciente, pois “ser consciente é a forma radical de ser dos seres humanos”. Consciente da necessidade de manter a paixão pela vida, estar apaixonado por alguém, com certeza é muito importante, no entanto não é e nem pode ser tudo. Esse alguém é apenas parte da Vida que clama. Eu não tenho o que reclamar da vida. Estou tendo todas as possibilidades de manter a minha paixão, que é tão ampla e cada vez mais se amplia. Cada vez mais me sinto incapaz de acomodar-me no que já aprendi, no que já fui capaz de ensinar, no que já conheci... cada vez mais sinto o apelo da profundidade, da radicalidade do “ser consciente”, de continuar educando minha esperança para não desacreditar nas pessoas que me cercam, que de mim algo esperam, que não é migalha, compaixão, mas o melhor que posso dar. Minha Mãe conta 42 anos do nascimento de sua 6ª filha e 8º filho dos 11 que teve. Eu, com 42 do primeiro nascimento, conto 3, sim, conto 3 porque é assim que sinto após perder 16 companheiros e ter eu com mais alguns sobrevivido ao trágico acidente de 11 de julho de 2008, nas terras de Rondônia. Sinto-me impelida a acreditar que não estou de passagem, tenho uma missão, faço parte de um plano bem arquitetado de construção do “Bem-Viver”. Ao chegar na sala de trabalho, uma linda planta: Lírio da Paz sobre minha mesa, redonda, onda tantas reuniões de trabalho acontecem, com um cartão personaliza, com uma foto de nossa última mobilização, quase me tiraram o fôlego... muitos abraços, carinho, parabéns. Como não ser uma amante incondicional da vida? Como relaxar no processo de educação de minha esperança? Como não me dispor a partilhar todo o que pude aprender na caminhada, com tantas pessoas? Como me negar a namorar a vida? “Ir vivendo” não faz parte de mim, não pode fazer parte... De mim faz parte a intensidade, a paixão, o desejo do “Ser mais”, da busca inevitável de viver todos os risco para ser e fazer outros felizes, da incansável e necessária busca do “inédito viável”, do desvelar a realidade para conhecê-la e conhecendo transformá-la. Concordo plenamente com Jorge Bucay que diz: “Para se estar satisfeito, ativo, e sentir-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida”.


Gratidão pela Vida!


Lurdes Marta Santin


Educadora Popular/Pedagoga


Canoas, 27 de setembro de 2011.

sábado, 23 de julho de 2011

Cartilhas pela Natureza

A cartilha é uma ótima ferramenta pedagógica para informar e fornecer base de conhecimento sobre qualquer assunto. Tal abordagem permite apresentar o tema de forma resumida, ilustrativa e acessível aos diferentes público a serem atingidos. A forma atrativa pode ser utilizado como mais uma alternativa de material didático diversificado na intenção de dinamizar aulas, motivar as pessoas para a leitura, o debate e a pesquisa. Esse material é mais um instrumento funcional a garantir a igualdade de condições para a educação inclusiva e ecopedagógica.
Dentro de meu percurso de estudos em Ecopedagogia, em 2008, construí a minha primeira cartilha contanto brevemente a história da Romaria das águas do Guaíba através do desenho de uma gotinha - A Tinha, que foi publicada pelo Ministério de Meio Ambiente e DMAE/POA.

Em 2011 foi publicada uma nova edição com a colaboração de meus filhos, pois realizamos seções de fotos para que peixinhos fossem os contadores desta atualização da trajetória da Romaria das águas do Guaíba, através de fotos das ações em várias comunidades.
Anderson e Angélica contribuíram com as várias posições dos peixes na defesa das águas.

Em 2010 e 2011, também foram lançadas pela FAUERS - Federação Afroumbandista e Espiritualista no Rio Grande do Sul - as Cartilhas pela Natureza - Porque ela é o altar de todos nós, que organizei a partir de fotos próprias e imagens retiradas da internet.
A beleza e o fundamento da religiosidade precisam ser conhecidos para se reduzir preconceitos e incentivar a prática da disseminação das ações positivas, além de espirituais, educativas, culturais e ecológicas.

    Everton Alfonsin - Presidente da FAUERS, Pádula, Inês e Lucía.
    Estas cartilhas estão sendo pesquisadas por alunas da PUCRS e da UFRGS contruindo uma ponte entre o saber da academia e o saber popular, através do Projeto de Pesquisa Ambientalização Social da Religião.


    • Padula Ferreira, bolsista de IC sob orientação da profa. Isabel Carvalho (PPG Educação PUCRS): estou pesquisando a elaboração de cartilhas ecológicas pela Federação Afro-Umabadista e Espiritualista Rio Grande Do Sul (FAUERS). O objetivo é discutir como esta tradição religiosa está incorporando a preocupação com o meio ambiente em seus rituais e ações pedagógicas junto aos seus praticantes. Quero compreender como esta Federação dialoga com sua comunidade de adeptos, a fim de educá-los ambientalmente desde uma perspectiva ecológica construindo pontes entre seus princípios religiosos e uma ética e uma moral ecológica.



    • Lucía Copelloti Guedes: O pôster foi produzido por motivo da minha apresentação no XXIII Salão de Iniciação Científica da UFRGS, destinado à divulgação, promoção e acompanhamento dos trabalhos de Iniciação Científica desenvolvidos por alunos de graduação da UFRGS e de outras Instituições de Ensino Superior (IES).
      Na ocasião, apresentei os resultados parciais da pesquisa que estou desenvolvendo na sessão Religião e Sociedade. O objetivo da minha pesquisa é a análise das práticas de educação ambiental dos agentes afro-umbandistas e dos significados atribuídos à “Cartilha pela Natureza: porque ela é o altar de todos nós”, produzida pela FAUERS.
      O meu trabalho é um desdobramento do projeto de pesquisa Ambientalização Social da Religião, coordenado pelo Professor Carlos Alberto Steil, meu orientador, em parceria com a Professora Isabel Carvalho do PPGE/PUCRS, o qual se propõe compreender como, a partir da incorporação de um idioma ecológico, a questão ambiental é apropriada e disseminada através de diversas instituições religiosas e/ou educacionais
      .
      Fui escolhida Aluno Destaque com indicação para concorrer ao Prêmio UFRGS Jovem Pesquisador – 2011 por área do conhecimento, da sessão na qual apresentei a minha pesquisa. Para a definição do aluno que seria indicado ao prêmio a banca examinadora avaliou a contribuição do aluno para o projeto de pesquisa; a apresentação dos objetivos, da metodologia, dos resultados e das conclusões do trabalho; o domínio por parte do estudante do conteúdo do trabalho, entre outros elementos.


    • Os primeiros estudos de Lucía foram resumidos no pôster abaixo que apresentou no XXIII Salão de Iniciação Científica da UFRGS. (clic nele para ampliar)
    A Cartilha tem a finalidade de informar e de despertar a curiosidade para a busca do conhecimento, podendo ser trabalhada em sala de aula dentro do contexto da transdisciplinaridade. A Professora Iara em Rosário do Sul é exemplo deste exercício com jovens e adultos. 

    Percurso

    Venho percorrendo uma caminhada de estudos em Ecopedagogia desde o ano 2000 pesquisando as realizações pós Eco 92 no Brasil e no Mundo as conexões entre o ecológico, a educação e o social, principalmente. Mais tarde foi se agregando, necessariamente, as questões culturais e espiritualistas.

    Dentro destes estudos, no ano de 2005, organizei junto a equipe de professores em Esteio, onde atuava na época, um seminário de cinco módulos com todos os funcionários, da seguinte forma:
    Ecopedagogia e a Cultura de Paz (4h)
    Ecopedagogia - A Pedagogia do Cuidar (4h) (que originou este blog)
    Estudos em Ecopedagogia (8h) - Agenda XXI e Transdisciplinaridade
    Estudos em Ecopedagogia II(4h) - Cidadania Planetária
    Estudos em Ecopedagogia III (4h) - Sustentabilidade
    Foram palestras, pesquisas, estudos de casos, vivências e sistematização sob minha coordenação e orientação que resultou num CD entregue a casa funcionário no final do ano.
    Em 2006 passei dos estudos e ecoações cotidianas para a concretização de ação ecopedagógica através do lançamento de uma proposta de projeto ambiental em Canoas. Tal proposta resultou de uma pesquisa de campo iniciada no ano anterior no entorno do local onde moro, a partir de um arroio. Inicialmente, em quatro educadoras, movimentamos a comunidade para apresentar propostas de conhecimento e cuidado do manancial instigadas por três razões iniciais: pela questão hídrica, por sua presença histórica na cidade e pela saúde pública.
    A Proposta transformou-se no Projeto Ambiental Arroio Araçá: Nosso Rio Guri. Hoje várias são as participações neste projeto (ver blog http://arroioaraca.blogspot.com/
    e album de fotos https://picasaweb.google.com/arroioaracacanoas) , é uma rede composta por pessoas ou organização de pessoas, conectadas, com vários tipos de ações e relações, que partilham o mesmo desejo de conhecer e cuidar.
    Em 2007 fui convidada pela Pró-Reitoria de Graduação da ULBRA Canoas, a partir deste movimento com o projeto ambiental, para palestrar no V Encontro de Educadores. O tema era 'O Educador como mediador do processo de valorização da vida'. Neste encontro apresentei a Ecopedagogia em vários sub-temas como estudos para ampliação da visão global e o Projeto do Rio Guri como ação local.
    Na mesma linha de divulgação fui painelista em 2008 no I Encontro Metropolitano de Educação Ambiental Martim-pescador - 'Integrando ações e superando desafios', (http://www.apoema.com.br/Maria%20In%C3%AAs%20Pacheco.pdf) na Unisinos em São Leopoldo, onde fui painelista. Neste mesmo ano comecei a participar da organização do Movimento Romaria das Águas, mergulhando no movimento estadual pelas águas. Contribui com a organização das cartilhas, com a ampliação das coletas d'água nas nascentes e com a construção do blog divulgando o movimento -
    http://romariadasaguasguaiba.blogspot.com/.

    Em 2009, pela Prefeitura de Esteio, participei do lançamento do Programa Auxílio Cidadadão, representando a Secretaria Municipal da Cidadania e Assistência Social, organizando encontros semanais com o grupo de moradores, em Educação Popular. Organizamos ações socioambientais para promover o embelezamento da cidade.
    Hoje (2011), como Educadora na Secretaria de Desenvolvimento Social e como Professora Tutora Virtual na Ulbra do Curso de Pedagogia, com as disciplinas de Ecopedagogia e Pedagogia Social, verifico a importância desses estudos e a atualidade dos saberes necessários para garantirmos o futuro que Morin e Freire contribuiram, cada um a sua maneira, apresentando através de eixos os caminhos a serem trilhados para que se pense e aja através da educação, da prevenção e do cuidado.

    Maria Inês Pacheco/ Pedagoga

    sábado, 9 de julho de 2011

    'As escolhas individuais são a chave da preservação'

    Os prejuízos das drogas englobam quem as usam, seus familiares e a comunidade em torno do usuário, replicando em toda a sociedade, além de causar uma imensa devastação ao meio ambiente.

    “...um grama de cocaína destrói quatro metros quadrados de floresta virgem. Cem gramas de cocaína contaminam vinte litros de água e produzem sessenta quilos de lixo... a produção de drogas é demasiadamente danosa ao meio-ambiente. Uma das maiores preocupações é com a produção da cocaína, uma vez que seus laboratórios rudimentares de refino estão dentro dos mais importantes ecossistemas da Terra. Na Colômbia, aproximadamente 8.000 há de uma área considerada parque nacional foi destruída devido ao cultivo da planta de coca somente no ano de 2007.”
    Artigo publicado pelo Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime Organizado – UNODOC
    http://www.unodc.org/southerncone/pt/imprensa/artigos-e-discursos.html


    Este artigo é uma indicação de Fábio, catarinense, empresário,ex-interno e voluntário em uma clínica de tratamento para dependentes químicos e alcoólicos, através do seu Blog http://eueasdrogas.blogspot.com. Importante iniciativa de quem vive a experiência da drogadição para conscientizar as pessoas sobre a real dimensão dos prejuízos causados à vida daqueles que se envolvem com as drogas.
    A frase título desta postagem Fábio destaca no mesmo blog:


    'As escolhas individuais são a chave da preservação'.


    Considerando que todos estamos sendo atingidos pelas drogas, direta ou indiretamente, verifica-se que, neste caso, a prevenção é a escolha primordial para a preservação. Nesta linha indicamos o seguinte curso:


    Prevenção ao uso indevido de drogas Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias – 4 ª edição
    Inscrições até o dia 15/07/2011.

    Promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD do Ministério da Justiça, o Curso será executado pela Secretaria de Educação a Distância (SEaD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O curso é gratuito, oferecido na modalidade de ensino à distância, com carga horária de 120 horas e com duração de 3 meses. Na conclusão do curso os estudantes receberão certificado de extensão universitária emitido pela UFSC.
    Durante todos os processos que envolvem os estudos e a aprendizagem dos estudantes, eles contarão com o apoio de uma equipe especializada para assisti-lo: o Sistema de Apoio ao Aluno a Distância, formado por Assistentes de Conteúdo, Monitores e Tutores.

    FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI:
    http://www.sead.ufsc.br/matricula/index.php?course=senad4


    Objetivos:
    Capacitar os diversos conselheiros municipais e líderes comunitários para identificação de recursos comunitários para criação, articulação e o fortalecimento da rede de apoio local integrada.
    Disponibilizar aos estudantes informações atualizadas acerca do consumo indevido de álcool e outras drogas e sua interface com a temática violência, focalizando a prevenção numa perspectiva de direitos humanos.
    Fornecer subsídios para que os Conselheiros e Líderes capacitados possam atuar como agentes multiplicadores na prevenção da violência relacionada ao uso indevido de álcool e outras drogas
    Conteúdo Programático
    Módulo I – Classificação das drogas, Epidemiologia e Padrões de Uso
    Unidade 1 – Drogas: Classificação e efeitos no organismo
    Unidade 2 – Experimentação, uso, abuso e dependência de drogas
    Unidade 3 – Epidemiologia do uso de substancias psicotrópicas no Brasil: dados recentes
    Unidade 4 – Padrões de consumo do álcool na população brasileira
    Módulo II – Prevenção e tratamento
    Unidade 5 – Aspectos socioculturais do uso de álcool e outras drogas e exemplos de projetos de prevenção
    Unidade 6 – Prevenção – novas formas de pensar e enfrentar o problema
    Unidade 7 (I) – Redes Sociais
    Unidade 7 (II) – O trabalho comunitário e a construção de redes sociais
    Unidade 8– redução de Danos, Prevenção e Assistência
    Unidade 9 – Tratamento
    Unidade 10 – Crack. Uma abordagem multidisciplinar
    Módulo III – Políticas e Legislação
    Unidade 11 – A política e a legislação brasileira sobre drogas
    Unidade 12 – Políticas de saúde para a atenção integral a usuários de drogas
    Unidade 13 – Programas de promoção de saúde integrados na política nacional de educação: o papel da escola na prevenção ao uso de drogas (PSE, SPE, mais educação)
    Unidade 14 – Legislação e políticas para a criança e o adolescente e a Política Nacional sobre Drogas (PNAD)
    Unidade 15 – Sistema Único de Segurança Publica (SUSP) e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI): um novo panorama para o Brasil
    Unidade 16 – Conselhos: espaço de participação e controle social
    Unidade 17 – Por que e como implantar um Conselho Municipal sobre Drogas
    Módulo IV – Temas Transversais
    Unidade 18 – As drogas e os meios de comunicação
    Unidade 19 – Trabalho infantil: fator de risco para a violência e para o uso de álcool e outras drogas
    Unidade 20 – Violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes
    Unidade 21 – Mediação de Conflitos
    Unidade 22 – Subvenção Social
    Promoção
    Teleconferências Anteriores

    sexta-feira, 1 de julho de 2011

    Ética e Sustentabilidade



    Assista:
    http://www.youtube.com/watch?v=-4wCtDToSuo

    Uma proposta pedagógica de proporcionar a aprendizagem integral do indivíduo dentro de uma visão ecológica de sustentabilidade.

    http://www.amigosdoverde.com.br/


    Segundo Edgar Morin, "Educação deve contribuir para a autoformação da pessoa (ensinar a assumir a condição humana, ensinar a viver) e ensinar como se tornar cidadão. Um cidadão é definido, em uma democracia, por sua solidariedade e responsabilidade...".

    domingo, 19 de junho de 2011

    O C U I D A D O






















    *Apresentação recebida por e-mail *