domingo, 15 de maio de 2011

O Código Florestal Brasileiro

A LEI Nº 4.771, de 15 de Setembro de 1965 institui o atual Código Florestal Brasileiro e está em grande debate. Acompanhe, pois tem a haver com seu meio natural e social.

SOB O PONTO DE VISTA DOS AMBIENTALISTAS:

No endereço abaixo você pode baixar a cartilha "Código Florestal: Entenda o que está em jogo com a reforma de nossa legislação ambiental"
http://www.wwf.org.br/informacoes/?27443/Codigo-Florestal-Entenda-o-que-esta-em-jogo-com-areforma-de-nossa-legislacao-ambiental
O coletivo de organizações não-governamentais ambientalistas SOS Florestas lançou em janeiro de 2011 a cartilha Código Florestal: Entenda o que está em jogo com a reforma de nossa legislação ambiental. A publicação busca explicar, com argumentos técnicos, científicos e históricos, as principais consequências das mudanças propostas pelos deputados ruralistas ao Código Florestal.
Com o documento, o SOS Florestas procura levar para parlamentares, imprensa e cidadãos brasileiros um debate que vem ocorrendo em portas fechadas, de forma tendenciosa sem ouvir o movimento social, especialistas e academia. A cartilha será distribuída para parlamentares e tem sua versão eletrônica disponibilizada na íntegra no site do WWF-Brasil.
A cartilha é amparada por diversos estudos científicos que foram ignorados na elaboração do projeto de mudanças no Código Florestal apoiado pelos ruralistas. Demonstra que as mudanças causariam devastação da cobertura florestal às margens de cursos d’água, contribuindo para o assoreamento do leito dos rios, aumentando a velocidade de escoamento das águas, provocando erosões e enxurradas.
Fazem parte da frente SOS Florestas as ONGs Apremavi, Greenpeace, Imaflora, Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Socioambiental (ISA) e WWF-Brasil.

SOB O PONTO DE VISTA DOS RURALISTAS

No endereço abaixo você pode acompanhar tal posição pelas postagens de um Engenheiro Agônomo e baixar o texto que apresenta porque mudar 'Uma lei que não funciona".
http://www.codigoflorestal.com/
"...uma espécie de roteiro básico que possa orientar pessoas que nunca ouviram falar no tema código florestal, ou que não sejam familiarizadas com o assunto, ou que estejam tentando escapar das fontes convencionais (ONGs verdes ou ruralistas) possam entendê-lo, conhecer suas contradições e os principais conflitos de aplicação da lei, podendo assim formar uma opinião consubstanciada e mais ou menos imparcial sobre elaO texto também mostra porque (e como) chegamos onde estamos, fala sobre o início e o desenvolvimento do entrevero político que resultou na aprovação do Relatório Rebelo e dá alguma perspectiva do que deve acontecer daqui para frente."

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ecopedagogia e a Água

Projeto de educação ambiental “Água como matriz ecopedagógica” desenvolvido pela Universidade de Brasília em escolas públicas ribeirinhas e voltado para a formação de professores e extensionistas ambientais, enfocando a água como matriz simbólica e socioambiental capaz de ressignificar a gestão cotidiana e sustentável das águas.


http://www.cetrans.com.br/artigos/Vera_Lessa_Catalao_e_Maria_do_Socorro_Rodrigues.pdf

http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001590/159041por.pdf

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Meio, metade e inteiro...


! POR UM AMBIENTE INTEIRO !



Meio metade inteira
Cansei de coisas pelo meio
quero agora tudo por inteiro.
Cansei de meia palavra,
meio sonho,
meio começo.
Cansei de meio pecado,
meio arrependimento,
meio inteiro.
Cansei de ser meio amada,
meio gente boa,
meio inteligente.
Cansei de meio amor,
meio interesse,
meia noite.
Cansei de coisas que vem
e vão parcialmente.
Cansei de estar meio afim,
meio por fora,
meio cansada,
meio com fome.
Cansei dessas parcelas.
Cansei desse meio caso de amor,
cansei desse meio amigo,
cansei dessa meia idade.
Cansei das coisas que acontecem pelo meio,
e cansei de ser metade.
Que as coisas aconteçam por inteiro,
para que sejam coisas de verdade.
Não mais me contento com os meios,
quero agora tudo por inteiro.

Laura Santos


! FIQUE DE OLHO NO MEIO !

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011



Vivemos numa sociedade com direitos, mas ela tem se voltado para os seus deveres?
DIREITOS E DEVERES...


CIDADANIA...
...direitos humanos e deveres humanos...
...direitos e deveres trabalhistas...
...direitos e deveres do consumidor...
...direitos e deveres da família...


...


O professor Alessandro Eloy Braga (http://osnildo.wordpress.com/2008/12/17/estudar-e-um-dever-nao-um-direito/) apresenta um alerta sobre os rumos da educação, conduzida ou influenciada pelos valores em uma sociedade que apresenta grande nível de 'futilidade, hedonismo, superficialidade, amoralidade, violência, corrupção'... Os educadores em geral precisam atentar para as armadilhas na condução da educação infanto-juvenil, pois há 'necessidades sociais e pessoais básicas, que precisam ser exercidas e desempenhadas sejam elas prazerosas ou não, elas precisam ser feitas.' A vida não é um parque de diversões. O professor Alessandro coloca que 'a educação (e eu acrescento - a vida) é um processo sofrido, porque exige dedicação, comprometimento, trabalho, horas de estudo, esforço, concentração, responsabilidade, é abdicar do lazer para pensar sobre os problemas sociais e individuais, é atitude.'

E citando a Atitude é bom lembrar do direito, e do dever, do consumidor. Na sociedade da futilidade, da superficialidade, do descartável, torna-se, também, importante repensar sobre as reais necessidades de consumo: é necessário adquirir determinados produtos? é seguro para o meio ambiente natural e social? a indústria é ética com seus trabalhadores e com o consumidor? E, quando adquirimos produtos, pensamos sobre onde irá parar os resíduos de tal consumo?

O cumprimento do dever de cada um cada vez mais é necessário para acontecer o direito de todos. Nas ondas do tempo foram se consagrando os direitos civis (individuais), os direitos sociais (comunidades), e, com a globalização, deparamo-nos com os direitos universais. Neste contexto estão os cuidados com o meio ambiente, a solidariedade e a paz, o desenvolvimento sustentável, a partilha do patrimônio cultural e tecnológico.


Cidadania Planetária, direitos e deveres da geração atual e das gerações futuras.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Consumo na visão ecopedagógica

Na área sociológica a Ecopedagogia contribui com a visão do cotidiano como ambiente social e natural, sobre os conflitos que estão estabelecidos como fenômeno social, tendo muito a haver com nossos valores que se expressam na natureza.

Para ver mais: Consumo e Ecopedagogia - Flávio Boleiz Júnior
http://www.forumeducacao.hpg.ig.com.br/ecopedagogia/conscot.htm

http://vidasustentavel.wordpress.com/2007/01/
CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR
Eduardo Galeano - Jornalista e escritor uruguaio

O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 aos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher, a mesma e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...
Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette – até partidas ao meio – se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem ‘matá-los’ tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: ‘Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora’, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objectos com pessoas.
Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à ‘bruxa’, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a ‘bruxa’ me ganhe a mão e seja eu o entregue...

Artigo recebido por e-mail do Sr. Djalma- Residencial Hércules - Bairro Estância Velha/Canoas - integrante do Projeto Arroio Araçá: Nosso Rio Guri.

Presenteando a uma das Mãe Natureza


Religiosidade e Meio ambiente

O vídeo da TVE, abaixo, apresenta o encerramento dos trabalhos da comunidade religiosa em prol ao meio ambiente.

http://www.youtube.com/watch?v=sjwlSDJujuU


Iemanjá é um orixá de grande poder e importância ao ter o seu nome diretamente ligado à origem de várias divindades que compõem o universo religioso afro-brasileiro.
Em razão de seus poderes natos, Iemanjá é a divindade que exerce domínio sobre todas as águas. Nos rituais brasileiros ela aparece com vários nomes entre os quais se destacam Mãe D’Água, Sereia, Iara, Rainha do Mar e Janaína. Por outro, ao ter dado origem a tantos outros poderosos orixás, Iemanjá também tem a sua figura ligada ao signo da maternidade. Sua natureza fértil acaba influenciando na construção de uma imagem em que as medidas do corpo são alargadas para que se reforce a capacidade de gerar a vida dentro de si. Assumindo o sentido materno, ela também é reverenciada como uma importante divindade para aqueles que buscam consolo e proteção para enfrentar os problemas da vida presente.
Em terras brasileiras, o culto em homenagem à Iemanjá acabou se aproximando das várias homenagens dedicadas a Nossa Senhora. Na famosa festa de Iemanjá, celebrada no segundo dia de fevereiro, os devotos desse poderoso orixá depositam peixes, arroz, mel, rosas e palmas brancas no mar. Sendo bastante popular, os louvores dirigidos para Iemanjá são também realizados por pessoas de diferentes religiões ou que apenas prestigiam o sentido de renovação e proteção ligado à sua imagem.
As crenças populares tem devoção a Mãe Terra e a Mãe de todas Águas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Projetos da Religiosidade pela Natureza

A ecopedagogia revela princípios ecológicos buscando, através do conhecimento, o despertar da consciência sobre o meio e, a partir de ações cotidianas, desencadear o movimento de transformação necessária. Através da analise do contexto, é uma pedagogia que visa sensibilizar, informar e criar processo de aprendizagem que resgate valores como o cuidado.
A FAUERS - Federação AfroUmbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul, através do Projeto Oficinas, como educação não-formal, proporciona, “leitura do mundo” e a “leitura da palavra”, oportunizando aprendizagem num processo interativo e lúdico. Difundindo os princípios da cidadania planetária e saberes que possam resultar em respeito à todas as formas de vida e no convívio em harmonia com o ambiente, organizou a oficina ecológica Barco da Iemanja. Tal movimento se originou da análise sobre os resultados das homenagens que acabaram por agredir a natureza na entrega das oferendas. Foi verificado que nos presentes entregues ao mar da Mãe Iemanjá são por demais utilizados e devolvidos as madeiras, os pregos, os plásticos e vidros...Dentro da proposta de reflexão sobre tais atos a oficina tem o objetivo de desenvolver habilidades, estimulando a reflexão sobre o cuidado com o mar e o senso estético. Os participantes aprendem como transformar materiais reciclados num lindo barco de oferendas para a Mãe Iemanjá que se decompõe facilmente.
No domingo 23/01/11, no parque Eduardo Gomes/Capão do Corvo, em Canoas, a educadora Luciana de Oxum, da Casa de Caridade Pai Thomé, organizou o material para realizar a primeira oficina: os moldes, tesouras sem ponta, papelão, jornais usados, cola, papel crepom e tinta guache para o acabamento das peças.

Utilizando de desenho, recorte, rasgadura, colagem, montagens, pintura e decoração, crianças, jovens e adultos da religiosidade, passo a passo, conheceram e/ou experimentaram uma nova possibilidade de construir o presente a Mãe Iemanjá sem agredir o seu reino.






A religião como fato antropológico e social faz parte da vida da maioria da população. Através dela, o ser humano, enquanto sujeito imerso culturalmente aprende sobre o valor da vida e suas manifestações. O Brasil, como Estado plural e laico, tem uma cultura de grande riqueza e valor e, tal diversidade, deve ser apresentada nas mais diversas oportunidades a população. Conhecer as visões de mundo, e as suas expressões, exige aproximação, atitude de grande abertura e despojamento, desenvolvendo outros valores como empatia, respeito e cuidado.
A educação não-formal, dentro do movimento pela ecopedagogia, também provoca reflexão e debate sobre a realidade nas comunidades, gerando a disseminação de conhecimentos e vivências que proporcionam crescimento e autonomia aos agentes sociais, que fazem a sua história, transformando a realidade.


Na quinta-feira - 27/01/11 as 19h, na sede da FAUERS, aconteceu a segunda oficina do Barco da Iemanjá.





Na ocasião esteve presente realizando a oficina Lucía, aluna bolsista de iniciação científica da UFRGS que, juntamente com Stela, e sob a orientação do Professor Dr. Carlos Steil, vem participando dos eventos da FAUERS relativos ao meio ambiente. Eles estarão realizando a pesquisa Ambientalização Social da Religião, em parceria com os alunos bolsistas Pádula e Jorge da PUC, sob a orientação da Professora Drª Isabel Carvalho, sobre a produção da Cartilha Ecológica, buscando compreender a sua dimensão religiosa, pedagógica e ecológica no contexto da comunidade afroumbandista e espiritualista. Conforme a Professora Isabel o interesse é perceber processos de ambientalização de práticas de educação não formal e a presença da sensibilidade ecológica em tradições ecológicas, contribuindo com a compreensão das relações sociedade, ambiente e educação, valorizando tais práticas.
Tal pesquisa estará sendo aqui relatada ao longo de 2011.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Mensagem de início de ano


...não só a flora e fauna silvestres estão ameaçados, mas nós humanos também, talvez até mais do que muitas outras espécies.... E o pior é que isso já era sabido, estava previsto e era divulgado há bastante tempo a quem se dispusesse a prestar atenção.

- Florestas Tropicais & Clima
http://www.fgaia.org.br/texts/florestas.html

‘Brasil vive a pior catástrofe natural de sua história’
As notícias podem ser acompanhadas em vários jornais, telejornais, sites e revistas.
Na primeira quinzena de janeiro de 2011 o Brasil depara-se com chuvas torrenciais, deslizamentos de terra, cheias de córregos: calamidade pública. Ao mesmo tempo outras regiões enfrentam a estiagem e, no sul, a seca coloca cidades em estado de emergência.
Fenômenos extremos com conseqüências desastrosas, independente das classes sociais.
Vamos relembrar a Carta de Belgrado (1975) que apresenta uma proposta para estruturação da educação ambiental das populações no sentido de disponibilizar o conhecimento sobre o seu ambiente natural para o agir na preservação. Temos muito o que avançar na reforma dos processos e sistemas educacionais:

- para a ética de valores e nas relações;

- para tratar o ambiente como um todo, no compromisso com a qualidade do meio natural e social;

- para compreender e analizar as consequências de nossas ações, reduzindo os efeitos nocivos;

- para que possamos ir além da reutilização e da reciclagem, para reduzir o consumo, em vista de que os recursos são esgotáveis, assim como a natureza se esgota no receber nossos resíduos.

Os problemas - ambientais e sociais - que enfrentamos enquanto sociedade são locais e globais. A Ecopedagogia propõe estudo que provoque o olhar sobre este meio, propõe nosso ensino e aprendizagem sobre crescimento, consumo e reservas enquanto seres fazendo parte do todo, que interferem e sofrem as ações deste todo, com o objetivo de movimentar a ação local com visão global, na busca pelo desenvolvimento sustentável.


O desenvolvimento econômico e o cuidado com o meio ambiente são compatíveis, interdependentes e necessários. A alta produtividade, a tecnologia moderna e o desenvolvimento econômico podem e devem coexistir com um meio ambiente saudável (DIAS, 1994: 141).

O desenvolvimento econômico e o bem-estar do homem dependem dos recursos da terra. O desenvolvimento sustentável é simplesmente impossível se for permitido que a degradação ambiental continue (UNESCO/UNEP, 1983 apud DIAS, 1994: 143).

Esse desenvolvimento (econômico) acontece em sua plenitude na cidade, guiada pela industrialização . Pois, as cidades são os locais onde o homem produz o seu maior impacto sobre a natureza. A sua construção alteram de modo drástico os ambientes naturais onde são erguidas, criando um novo ambiente com demandas únicas, em que cada habitante, em média, consome diariamente 560 l de água, 1,8 Kg de alimentos, 8,6 Kg de combustível fóssil e produz cerca de 450 L de água servidas (sujas), 1,8 Kg de lixo e 0,9 Kg de poluentes do ar (UNESCO/UNESP, 1983 apud DIAS, 1994: 143 ).

http://cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_42/aprendendo.html

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mensagem de Fim de Ano 2010/2011


As coisas estão mesmo mudando...
em 2005 no site http://www.fgaia.org.br/informativos/infdezembro05/index.html


Além de mega furacões e tsunamis, grandes enchentes e secas ocorrendo em épocas e lugares improváveis; a Amazônia sem água, geleiras e icebergs derretendo onde antes nunca derretiam; tempestades e incêndios devastando extensas áreas densamente habitadas; invernos virando verão, verões virando inverno.

Realmente, as coisas estão mudando... não dá mais para fazer de conta que não.

O mundo, pouco a pouco, vai percebendo e reconhecendo que o equilíbrio de Gaia está abalado e que não só a flora e fauna silvestres estão ameaçados, mas nós humanos também, talvez até mais do que muitas outras espécies.

E o pior é que isso já era sabido, estava previsto e era divulgado há bastante tempo a quem se dispusesse a prestar atenção.

Só que, inconscientes e imediatistas como somos, nós nos recusamos a tomar conhecimento dos indícios e advertências. Ou até tomamos conhecimento, mas resolvemos varrer para debaixo do tapete, longe de nossas vistas,...

...José Lutzenberger era um dos ecólogos - muitas vezes taxados de "catastrofólogos" - que alertavam com insistência para os riscos de nossas atitudes egocêntricas e inconseqüentes em relação à Natureza.. um artigo por ele escrito em 1989, no qual comparava nosso modo de agir com um anãozinho que empurra uma régua cuja outra extremidade ele não consegue enxergar...

...para conferir seu conteúdo na íntegra.

- Florestas Tropicais & Clima
http://www.fgaia.org.br/texts/florestas.html

NÃO DEIXE DE LER!
ENCERRAMOS A PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI.
NA SEGUNDA DÉCADA VAMOS REALMENTE ABRAÇAR A CAUSA
PARA INVERTER A SITUAÇÃO?

(IMAGEM RETIRADA DA INTERNET)
QUE A FÉ, A SOLIDARIEDADE E A ESPERANÇA QUE NOS INVADE NO NATAL

CONTRIBUA PARA TORNAR EM 2011 NOSSA EXISTÊNCIA MAIS BELA.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nosso Mundo

PRECISAMOS CUIDAR DO NOSSO PLANETA!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

'Eu creio na semente lançada na vida da gente...'

O Centro de Referência Especializado em Assistência Social – CREAS, equipamento da Diretoria de Proteção Social Especial de Média Complexidade na Secretaria de Desenvolvimento Social de Canoas, completou seu 1º ano de atividades em 13/10/10. O local atende diariamente famílias em situação de vulnerabilidade social com seus direitos violados através de uma equipe de 12 profissionais. Integrante do Sistema Único de Assistência Social/SUAS, realiza através de seus técnicos, ações de acolhida, orientação, encaminhamento à rede de serviços socioassistenciais, acompanhamento psicossocial individualizado e sistemático a crianças, adolescentes e suas famílias em situação de risco ou violação de direitos. Dentro da crença de que são necessárias ações calcadas em políticas públicas que garantam o acesso aos direitos e que estimulem o empoderamento do cidadão frente aos revezes de sua vida, o profissional atuante é agente mobilizador desta conquista para o desenvolvimento individual e familiar dentro do ambiente natural e social.
Na ocasião das comemorações a equipe proporcionou às famílias do PAEFI - Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos - um momento de reflexão, de integração, de preservação e fortalecimento dos vínculos afetivos.

Para ver a notícia no site da Prefeitura de Canoas -
http://www.canoas.rs.gov.br/Site/Noticias/Noticia.asp?notid=11039

Dinâmica : Plantando a boa semente!
Plantar a semente para colher a flor – esta é a nossa proposta de hoje. A semente será a sua atitude e a flor o resultado do esforço da familia unida. Entretanto, para isso, a tarefa não será simples. É preciso a dose certa de cuidado, compromisso e contínua manutenção. Este é um trabalho de equipe, onde cada um terá um papel fundamental no resultado final. A equipe do CREAS oferecerá a cada família as condições necessárias para um bom plantio: um vasinho, terra, água e sementes de girassol. Contudo, a tarefa de plantar a semente e cuidar para que floresça é de vocês. Vamos combinar o seguinte: hoje é o dia de plantar a semente. Cada família possui uma placa com o seu sobrenome e um vasinho com terra correspondente. Serão distribuidas sementes que a família deverá plantar no seu respectivo vaso. Após cada família, uma a uma, plantar suas sementes, o CREAS ajudará a regá-la pela primeira vez. Pensemos em emoções boas, em tudo de bom que desejamos para nossa família enquanto plantamos. Este é o significado desta dinâmica. Assim como em nossas casas plantamos dia a dia amor, compromisso, dedicação, carinho, cuidado uns com os outros, colhemos também dia a dia o resultado daquilo que plantamos. Por isso a importância de pensar em coisas boas, pois é essa energia positiva que estaremos passando a essa plantinha que está pronta para nascer. Hoje é aniversário do CREAS e sem vocês nós não estaríamos aqui. Cada família faz parte da nossa história e com cada uma construimos laços de confiança, afeto e dedicação mútua. E é isso que queremos colher daqui há um ano. Por isso, daqui há um ano todos estarão convidados a retornar a nova festa de aniversário do CREAS e ver o resultado do que durante todo esse ano vocês cultivaram. Assim, queremos propor o seguinte: cada família terá o compromisso de cuidar de sua plantinha depois do plantio. O CREAS irá ajudar vocês. Nos comprometeremos a preservar da chuva, pô-la no sol para que ela possa nascer e crescer saudável, protegê-la dos insetinhos que possam querer fazer-lhe mal. Mas o compromisso de molhar para que ela não morra será de vocês. Essa será nossa parceria. A propósito, todos receberão o mesmo tipo de semente: flor de girassol. O seu nome deriva do grego "Helios" (sol) e "Anthos" (flor), o qual se deve à sua peculiar maneira de seguir durante todo o dia o Sol e a sua luz, e, também, pela forma e cor da sua flor, lembrando o astro rei. Por isso, achamos que seria a simbologia perfeita para oferecer a vocês: plantar a semente hoje para colher a flor que representa tudo aquilo que desejamos para cada um de vocês – luz, alegria, prosperidade, amor. A cada mês estaremos esperando vocês para a manutenção deste vínculo e, daqui há um ano, então, nos encontraremos novamente e cada família levará para casa sua respectiva flor, para plantá-la em seu jardim e lembrarem-se sempre que esta linda flor foi resultado de um trabalho diário de carinho, dedicação e cuidado. Agora, vamos ouvir uma bonita música que tem uma mensagem especial do CREAS para vocês. Prestem atenção na letra e quando forem plantar a sua semente, lembrem-se dessas palavras pois é isso que desejamos a vocês. Contem conosco sempre. Um abraço cheio de carinho da equipe CREAS.


Eu creio na semente
Lançada na terra
Na vida da gente
Eu creio no amor (bis)
Eu creio sim

No canto sonoro da ave que voa
A liberdade é um grito, bem alto ressoa
No jovem que luta a esperança se faz
A semente que nasce é vitória da paz

Na voz dos pequenos reunidos em prece
No serviço e louvor vida nova acontece
Na força do povo um novo dia já brilha
Na mesa de todos, eis o pão da partilha

Nas mãos que semeiam o sonho de Deus
Na terra de todos, presente do céu
Renasce a alegria no rosto do povo
Com certeza veremos um mundo mais novo
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Eu creio na semente - Padre Osmar


Neste dia do Professor e do Educador Ambiental, importante salientar tais práticas. O Educador Ambiental não transmite simplesmente valores verdes, mas prioriza a ação efetiva no ambiente natural e social, como, também, atitudes coerentes para a harmoniosa relação ser humano-natureza.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pilares de uma vida saudável

O 4º ítem da Carta da Ecopedagogia (UNESCO – 1999) nos faz refletir sobre a necessária relação harmônica com a natureza como uma "opção de vida por uma relação saudável e equilibrada com o contexto, consigo mesmo, com os outros, com o ambiente mais próximo e com os demais ambientes”.

Não é possível viver feliz em meio a banalizada destruição da vida, em todas a suas manifestações, por pequenas ações.
Como é possível viver feliz rodeado de pessoas vivendo em condições indignas e sub-humanas?
Como querer felicidade rodeado de violência produzida pela exclusão social, pela discriminação, pela degradação?


Qual o sentido da vida neste contexto?
A ecopedagogia nasceu da educação problematizadora de Paulo Freire, na qual se pergunta sobre o sentido da aprendizagem.
É preciso refletir sobre tudo isso e modificar nossas consciências e, conseqüentemente nossas atitudes.
Os quatro pilares da educação para o século 21 nos dá o rumo:


É preciso (re)Aprender


a Fazer;
a Aprender;


a Ser;

a Conviver.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mensagem recebida

Obrigado Myriam pela visita e pelo incentivo.
Inês

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ecopedagogia, Espiritualidade, Participação...

A participação e a espiritualidade passam a ser formas de manifestação da gestão escolar, preparando os indivíduos para a cidadania planetária, mas também para o exercício da verdadeira fraternidade.

Evidentemente, a religião, por si só, não nos fornece a chave dos problemas.

Como afirma Boff (2004:21),

Ela pode seguramente revitalizar uma dimensão da existência, o espaço institucional do sagrado e reforçar o seu poder histórico-social. Mas não necessariamente gesta um modo de ser mais solidário e compassivo. Nem ipso facto origina uma espiritualidade capaz de tudo religar e de tudo fundar na Fonte originária... O decisivo não são as religiões, mas a espiritualidade subjacente a elas. É a espiritualidade que une, liga e re-liga e integra. (2004:21)

Essa espiritualidade, que pode ser desenvolvida através das religiões ou simplesmente por uma relação telúrica entre o homem e a natureza, é não apenas um dos princípios da Ecopedagogia, como também um dos caminhos que possibilitará a humanização da prática democrática dentro da escola, formando o cidadão ético, comprometido não apenas com o outro, mas também com o meio em que vive. Citando novamente Boff, “Cuidar do espírito significa cuidar dos valores que dão rumo à nossa vida e das significações que geram esperança para além de nossa morte. Cuidar do espírito implica colocar os compromisso éticos acima dos interesses pessoais ou coletivos.” (2004:151)

Uma gestão democrática que não se preocupe com a dimensão espiritual escolherá, democraticamente, uma vivência menos humana da Democracia em todos os níveis de funcionamento da escola. Ao contrário, a gestão que priorize a formação espiritual da comunidade escolar propiciará uma experiência educativa mais comprometida com os objetivos da Ecopedagogia, criando as condições para que a ecoformação de fato ocorra no cotidiano da escola, contribuindo para a formação da sociedade planentária.


Fonte:Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517-1256, v.17, julho a dezembro de 2006.
O CONCEITO DE GESTÃO ESCOLAR NA ECOPEDAGOGIA
Hilda Gomes Dutra Magalhães - Doutora em Teoria da Literatura, Fundação Universidade Federal do Tocantins, Programa de Mestrado em Ciências do Ambiente -77.010-000- Palmas- Tocantins-Brasil, hildadutra@uft.edu.br.
http://www.remea.furg.br/edicoes/vol17/art7v17a16.pdf

domingo, 27 de junho de 2010

Você já parou para pensar?...

Earth Song - Canção da Terra
Este vídeo ganhou em 1996 o prêmio Le Film Fantastique de Melhor Clipe e foi indicado ao Grammy de Melhor Clipe de 1997. Foi escrita e composta por Michael Jackson e lançada em seu álbum "HIStory: Past, Present and Future - Book I", de 1995.

Legendado:
...e quanto ao valor da natureza, o ventre de nosso planeta?...

O Clipe foi filmado em quatro continentes reunindo imagens de locais onde há destruição criada pelo homem e sua tecnologia.
1. Floresta Amazônia: grande parte da floresta mostrada no vídeo não existe mais. Foi destruída em uma semana durante as filmagens. As pessoas retratadas são nativas da região e não atores profissionais.
2. Croácia: as cenas retratam a zona de guerra com seus moradores e suas dores.
3. Tanzânia: São cenas dos Masais em sua própria aldeia e o tratamento desumano com os animais eram reais, adquiridas de arquivos documentais.
4. Nova York: As cenas de fogo na floresta (fictício) representam as milhas de acres destruídas por incêncio criminoso.

segunda-feira, 14 de junho de 2010


...a Ecopedagogia não é uma pedagogia a mais, ao lado de outras pedagogias. Ela só tem sentido como projeto alternativo global cuja preocupação não está apenas na preservação da natureza (Ecologia Natural) ou no impacto das sociedades humanas sobre os ambientes naturais (Ecologia Social), mas num novo modelo de civilização sustentável do ponto de vista ecológico (Ecologia Integral), o que implica uma mudança nas estruturas econômicas, sociais e culturais.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Crise na família, SEMENTE da crise social


Li, certa vez, num cartaz:
'o mundo bate nos pais; os pais batem nos filhos'.
E os filhos: o que estão fazendo?

Aquele que olha ao redor,
com profundidade e interesse,
verifica que nossa sociedade se encaminha para uma crise de tamanha proporção que está implodindo com as relações.

A família, tida como grupo social primário,
é a raiz da árvore-sujeito que cresce
se alimentando de sua seiva,
dá flores e frutos que, por sua vez,
darão as sementes para crescimento de novas árvores.
A seiva do respeito, do cuidado, do amor está enfraquecendo.
E árvore com raízes fracas tomba com a ventania.

Os vínculos familiares estão se rompendo por
descaso, rupturas, transgressões, desvios, omissão, desajustes, individualismo, egocentrismo, e outros tantos motivos.
Voltar-se para o interesse pessoal,

não saber compartilhar, não aprender a conviver,
alimenta atitudes egoístas que levam a situações desastrosas.
Relações assim não são duradouras.
Isto, na sociedade do descartável,
é o primeiro passo para o abandono.
Podemos até viver juntos, porém
não partilhamos a vida.
Ou, acabamos por desistir uns dos outros.
Alguém um dia disse:
Ninguém é uma ilha.

Assim se apresentam os grandes números de casos de divórcio, violências em família: com a mulher, com crianças, adolescentes e idosos; solidão, stress, alcoolismo, drogadição, pedofilia, gravidez na adolescência, neurose, comportamento antisocial, criminalidade, doenças mentais,...

É preciso apostar na semente.
Na semente da sociedade que é a família.
Na semente da família que é a criança.
Nossas atitudes ecoam no ambiente em que vivemos,

propagando-se em círculos cada vez maiores.
Primeiramente,
na nossa vida pessoal e familiar,
e depois na sociedade como um todo.

Vamos apostar no cuidado em cada ação
e com o todo,
pois nosso futuro depende do que acontece aqui, a partir do agora.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ECORECREAÇÃO: com a natureza se aprende brincando

Preocupado com os procedimentos adotados na Educação Ambiental, através de metodologias acríticas e descontextualizadas, o professor Marlon Luis Lucchini aposta no lúdico como instrumento motivador na construção do conhecimento e proteção ambiental.

Professor de Educação Física, Biólogo, Psicomotricista e Ms. em Educação busca estimular o interesse e a motivação dos alunos pelos assuntos e temas desenvolvidos nas aulas de ciências, através do prazer e da alegria proporcionado pelos jogos e atividades lúdicas, numa análise crítica da sua realidade no contexto sócio-ambiental local.

Acompanhe sua metodologia pelo link na relação de blogs ao lado.
http://ecorecreacao.blogspot.com/

O QUE É ECOBIOLOGIA HOLÍSTICA?

Eco: casa, ambiente.
Biologia: conhecimento da vida orgânica.
Holístico: inteiro harmônico.
Ecobiologia holística significa saber viver com qualidade superior a própria vida em osmose com o ambiente naturístico.

Já possuímos hoje muitos meios e competências para entender a Terra que nos hospeda, visto que convive conosco, como uma segunda pele, em um constante útero de sobrevivência. Devemos entender o clima em seu ciclo vital e saber conjugar as nossas exigências de alimento, casa, vestuário... na ordem contínua e aberta da reciclicidade sempre reversível e interativa.

Isso significa, por exemplo, produzir alimentos saudáveis na estação certa, cultivados na própria horta ou pomar, colaborando e trabalhando esta Terra que produz flores, frutos, alimentos de saúde e de cura. Portanto, ter uma relação organísmica entre corpo, alimento e natureza. Saber tratar e viver a terra como o próprio corpo ampliado.

A ecobiologia holística ensina o homem a como conectar o macrocosmo vivente ao microcosmo cotidiano, não somente para salvar os recursos biológicos não facilmente renováveis, mas para viver um estilo bio-orgânico causando o mínimo impacto ambiental e favorecendo com limpa criatividade e produtividade o habitat naturístico.

O ambiente nos causa e nós causamos o ambiente. Como consequência, é preciso entrar nessa visão para nos tornarmos responsáveis competentes e para obtermos uma interatividade nativa. Isso consente ao homem uma relação de melhor saúde, de superior espiritualidade com o princípio da vida e um qualificado humanismo de recíproco respeito entre pessoas e povos.

A ecobiologia holística propõe construir sem destruir, saber usar técnicas de construção, energia orgânica e uma confortável bioarquitetura segundo logística de sanidade do corpo, higiene da mente e transparência viva com a natureza. Portanto, significa saber viver com qualidade superior a própria vida junto ao ecossistema naturístico. Saber se inserir em um projeto já operativo daquilo que é a natureza.

Trechos extraídos e adaptados da matéria Artel: projetto ecobiologia, publicada na revista Nuova Ontopsicologia. Roma: Psicologica Ed., ano XXI, n. 2, 2003. pp.80-83.

13.11.2009
http://blogs.abril.com.br/ecobiologia
postado por Tom, às 13:33

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Ecopedagogia e os Atores Sociais


A Secretaria de Cidadania e Assistência Social de Esteio/RS realizou, através do Serviço de Proteção e Atenção Integral às Famílias (PAIF), reflexão e debate sobre o meio em que vivem, proporcionando organização de um passeio e vivência na Quinta da Estância Grande na cidade de Viamão. http://www.quinta-da-estancia.com.br/
Os atores sociais se relacionam no cotidiano da família, do trabalho, da comunidade. Portanto, torna-se necessário trabalhar, também na área social, uma metodologia que promova o sentido das coisas a partir da vida cotidiana que envolve o meio social, cultural e natural.
Assim, foi trabalhado com as famílias em situação de vulnerabilidade a geografia, a história e suas relações, no social e com a natureza na cidade. Após a vivência em local que integrou ambiente social e natural todos participaram em novo encontro quando foi feita avaliação da experiência que integrou educação, ecologia e lazer.
A ecopedagogia resulta da reflexão acerca das condições ambientais, culturais e sociais, configurações institucionais e engajamentos radicais pela alteração dos aspectos que deterioram a vida.
Aloísio Ruscheinsky
Doutor em sociologia pela USP e professor do Programa de Pos-graduação em Ciências Sociais Aplicadas Unisinos.
A Ecopedagogia e os atores sociais