quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sustentabilidade sob a ótica Espírita

O Programa Encontro Fraterno - Federação Espírita de Goiás - entrevista o jornalista André Trigueiro ( estudioso da sustentabilidade e espírita a 23 anos) que fala sobre Ecologia e Espiritismo
Ecologia e Paz na perspectiva Espírita
Lei da Conservação de Kardek, um tratado de sustentabilidade
O mundo de regeração, a partir de nós, espíritos encarnados, no cuidado com o mundo material
Vida, missão, caráter requer combate ao ecocídio 
Mudança cultural está em curso, mas virá a tempo? Queremos consumir menos? Queremos fazer diferente?
Xico Xavier - 1970 - o mundo de regeneração está a caminho. A transição demanda cuidado para preparar-se para a mudança vibratória, requer trabalho.
Consumista = predador - uma encarnação na contramão do equílibrio e da harmonia - o desperdício é anti-ético, não é preciso voto de pobreza, mas é necessário o voto de preservação.
Consumismo é armadilha espiritual, reforça o apego a matéria sem necessidade.

Assista a entrevista aqui:  http://vimeo.com/45128363

Livro lançado em 2009 - Relação dos capítulos:
•O Espiritismo em frases de efeito
•Sinais de alerta
•Espiritismo e Ecologia
•No fervilhar do século XIX
•Kardec e Haeckel
•A ciência espírita
•A ciência ecológica
•Construindo pontes de afinidade
•O planeta está dentro de nós
•Em busca da sustentabilidade
•Senso de urgência
•Lei de Destruição
•Poluição e Psicosfera
•Consumo consciente
•Mídia, Criança e futuro
•O consumo segundo o Espiritismo
•Sustentabilidade como valor espiritual
•Um planeta vivo?
•Uma nova chance para o amor universal
•Enquanto isso, nos centros espíritas
•Um pequeno dicionário ambiental

sábado, 30 de junho de 2012

Cuidados na Modernidade Líquida ou Pós-Modernidade


Autor: ZYGMUNT BAUMAN

Tradução:  PLINIO DENTZIEN
Editora: ZAHAR
1ª Edição - 2001
260 páginas
"A modernidade imediata é "leve", "líquida", "fluida" e infinitamente mais dinâmica que a modernidade "sólida" que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana,..."

O sociólogo Zygmunt Bauman, polonês radicado na Inglaterra, aos 84 anos, escreveu mais de 50 livros. Neste livro em especial, através do conceito Modernidade Líquida, utiliza-se da metáfora da liquidez para argumentar sobre o derretimento da solidez das instituições e valores,  chegando-se a este momento histórico da humanidade, substituindo a moderninade sólida. O termo é devido ao fato de que os líquidos não possuem um  formato, pois se moldam conforme a forma a que estão sujeitos, mudando em seu estado, podendo ser sólido, mas também gasoso.   As características do líquido que são:   fluir, escorrer, penetrar, transbordar, vazar, derreter, sujeito a enxurradas, ao esvaziamento, de formato temporário e em constante mudança, segundo a teoria do autor, estão presentes no dia-a-dia da sociedade: tudo mudando  muito rapidamente; troca do pesado/denso pelo leve/correndo solto, busca de liberdade; troca do sólido e da durabilidade pela provisoriedade e praticidade, levando à industria do descartável.
No entanto este despreendimento e não compromisso com a permanência para ter facilidades e prazer tem resultados, por sua vez, com consequências como: nada é feito para durar,  relação mercantil, múltiplas escolhas, desapego, instabilidade, incertezas, inseguranças, o desengajamento e a fuga, despreocupação e alegria,... afetando diretamente as relações humanas...
Este enfoque leva a outro livro do autor -  Amor líquido, mostranto a influência da teoria da modernidade líquida nos relacionamentos...
"...a misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos conflitantes (estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo mantê–los frouxos, é o que este livro busca esclarecer, registrar e apreender..." (BAUMAN, 2004, p. 8).

Vídeos:
http://youtu.be/OcPD1pLdkoQ
http://youtu.be/OcPD1pLdkoQhttp://www.youtube.com/watch?v=dxNlTHw439Y&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=XxDzkW809uo&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=1miAVUQhdwM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA&feature=related

 Para ver algumas considerações sobre o termo:
http://www.infojur.ufsc.br/aires/arquivos/resumoBauman.pdf

Resenhas do livro:
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9917
http://www.acoalfaplp.net/0003acoalfaplp/0003acoalfaplp_textos/4bresenhas/12res_modernidade_liquida.pdf
http://souzaesilva.com/Website/portfolio/webdesign/siteciberidea/paulovaz/textos/bauman.pdf
http://entrenospelarede.blogspot.com.br/2007/10/resumo-referente-ao-prefcio-do-livro.html
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1980-76862008000100013&script=sci_arttext

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Integração Ecológica


 Na semana do Meio Ambiente 2012:

(clic na imagem para visualizar)

Recebemos um mundo com tamanhas riquezas que o grande desafio é saber usufruir os bens comuns, sem destruir.
Nesta sociedade, cujo conceito de riqueza é sinônimo de capital, a natureza, fonte de muito valor, está cada vez mais sendo delapidada (destruida, dissipada, dizimada, arruinada, roubada...).
Aí está a raiz da degradação dos ecossistemas e da perda de biodiversidade.
As religiões, pela sua importância cultural devem exercer influência positiva nas atitudes de seus seguidores e simpatizantes para que adotem posturas de paz e de cuidado socioambiental.
Tais lideranças, juntamente com outras mais, são educadores a orientar na condita sobre questões do cotidiano e no ambiente, como o respeito e a preservação da vida.
 "Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo."

Gandhi

 Venha participar conosco!

2ª FEIRA – 04/06/12

19h30m - Mesa Redonda – Religiosidade e cuidado com a Natureza
Moderadora – Professora Maria Inês Pacheco
1. Irmão Antonio Cechin – Igreja Católica/Pastoral da Ecologia
2. Preletor Otaviano Brum - Seicho-no-ie do Brasil
3. Ministro Emerson Moure Etur – Igreja Messiânica Mundial do Brasil
4. Presidente Everton Alfonsin – FAUERS
5. Profa. Dra. Isabel Cristina de Moura Carvalho - Programa de Pós-Graduação em Educação PUC/RS/ Educação Ambiental como Educação Moral do Século XXI

3ª FEIRA – 05/06/12
19h30 -Seção Documentário: “Água - Ouro Azul” (1h30m)
sobre a escassez de água no mundo. O documentário demonstrará como o planeta se aproxima “rápida e perigosamente” de uma crise mundial por este bem essencial à vida.
Inspirado no livro “Ouro Azul”, de Barlow e Clarke, o filme venceu seis Festivais Internacionais em 2009, tendo sido premiado com o galardão de Melhor Documentário no Vancouver Internacional Film Festival, Melhor Documentário Ecológico no Newport Beach Film Festival, Melhor Documentário no European Independent Film Festival e no Beloit International Film Festival, e Melhor Documentário de Ambiente, no Tri-Media Film Festival e no Docufest Atlanta.

4ª FEIRA – 06/06/12
19h30m – Mesa Redonda – Ecopropostas
Moderadora– Professora Maxi Tavares de Quadros Coelho - Pedagoga
1. Peregrinação Ecológica – Presidente: Brasilio Ricardo Cirilo da Silva - Associação dos Amigos do Caminho de Santiago do Rio Grande do Sul - ACASARGS
2. Ecofeminismo – Náia Oliveira Sociológica /Pesquisadora
3. Ecogastronomia – Iolanda de Antoni – Técnica em Segurança Alimentar
4. Ecologia Humana/Ecopedagogia – Prof. Maria Inês Pacheco – Pedagoga, Orientadora Educacional, Sócioeducadora, articuladora do Projeto Ambiental Arroio Araçá: Nosso Rio Guri.
5. Rio+20 - Pádula Rita Ferreira e Lucia Copelotti – Graduandas  PUCRS e UFRGS

5ª FEIRA – 07/06/12
Integração Ecológica das 9h às 16h
- Lançamento Estadual da 19ª Romaria das Águas do Guaíba


Encontros preparatórios:
- Comissão organizadora para a 19ª Romaria das águas
- 25º Encontro da Mística Feminina.

Ato Ecológico: recebimento de óleo de cozinha saturado, pilhas e remédios vencidos.

Exposições/Stands:
-produtos artísticos feitos com materiais recicláveis;
- Alimentação Orgânica e Sustentável.


Mostra de projetos – Arroio Araçá, Nosso Rio Guri, Herdeiros de Sepé Tiaraju, Eco Lógico


Oficinas –
Ikebana: harmonia e arte nos arranjos florais
Germinação de brotos e compostagem – Sr.Nelson Dihel
Histórias que dão Eco -  Pádula e Lucia
Alimentação Ecológica - Iolanda de Antoni
Oficina com garrafa pet- Construção de flores -  Pádula e Lucia


Jogos Educativos Ambiental – Jogos de Xadrez - projeto de Eco Lógico da ONG Embrião/Alvorada

Para saber como se desenvolveram as atividades visite:
http://romariadasaguasguaiba.blogspot.com.br/2012/06/2-feira-040612-mesa-redonda.html

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Rede de proteção e cuidado do futuro da sociedade

É preciso, urgentemente, alertar sobre a dinâmica que tem envolvido a geração jovem no círculo vicioso das drogas, considerando "a magnitude do consumo de substâncias psicoativas e suas conseqüências no Brasil, especialmente o crack, associado ao contexto de vulnerabilidade de crianças, adolecentes e jovens" (1). Num compromisso concreto com esta geração, responsável pelo futuro da nossa sociedade, devemos cuidar os valores com os quais estamos criando este futuro: rapidez, praticidade, relações virtuais e descartáveis, consumismo, prazer imediato...
Há expressivas carências na relação humana, que levam a busca angustiante de algo que preencha um vazio, expressando-se de forma variada, conforme a condição social e o meio onde o indívíduo cresce, caracterizando-se por excessos & faltas.
  • A família, base neste crescimento, está, em grande parte, envolvida em contexto problemático dos mais variados. Muitas vezes, quem deveria cuidar, amar, são os que causam insegurança e sofrimento, ou não estão mantendo sua responsabilidade e compromisso com seus membros em pleno desenvolvimento, caracterizando violação, omissão e até abandono.
  • Por sua vez, a vulnerabilidade se mantém, quando a escola não consegue atender todas as necessidades pessoais e sociais de seus alunos (que se avolumam) para aprender e se desenvolver adequadamente.
  • As vulnerabilidades apontam riscos que trazem consequências para a saúde física, emocional e social das crianças, adolescentes e jovens, levando-os por caminhos e para escolhas cujos problemas se multiplicam, e que podem ser irreversíveis: drogas (dependência e tráfico), gravidez na adolescência, violências, infrações da lei, doenças transmissíveis, ...
  • Em vista de uma trajéria cheia de conflitos e inseguranças, a  desigualdade socioeconômica e de oportunidades atinge o jovem num outro formato quando este se encontra com idade para entrar no mundo do trabalho e a necessidade de sobrevivência é motivo para continuar num círculo vicioso e problemático, atingindo seus descendentes.
O que leva ao caminho das drogas, desde uma criança até o jovem, é de nossa responsabilidade: desde  a maneira fácil e rápida de ganho monetário como 'mula' em Trabalho Infantil; a confecção e o tráfico que levam o jovem a um Processo Judicial;  o uso para  fugir dos problemas e da falta de perspectivas; visão de mundo que dá proteção, prestígio e poder; busca de prazer e fortes sensações; por sentimento de pertencimento e aceitação social; para ter acesso a direitos e bens... É preciso que se estabeleça um compromisso na rede de proteção de crianças e adolescentes para que seu convívio e crescimento seja saudável e seguro para o futuro da sociedade.


(1) PLANO INTEGRADO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7179.htm

(3) PESQUISA: MOTIVOS DA EVASÃO ESCOLAR (PDF)

http://www.seade.gov.br/produtos/spp/v20n01/v20n01_11.pdf

de vulnerabilidade, risco pessoal e social.
http://www.mp.rj.gov.br/portal/page/portal/MCA/Censo/Terceiro_Censo/8_SUAS.pdf

domingo, 6 de maio de 2012

"Falta de cuidado compromete..."

..'...não basta ter água, a água tem que ser boa e constante."
Reportagem apresentada pelos Programas Globo Natureza e Globo Rural
A fala de uma familia de agricultores aponta a importância do conhecimento e do cuidado para a proteção da natureza e da própria vida. Durante a reportagem sobre o PROGRAMA ÁGUA LIMPA, de Caxias do Sul/RS, jovem coloca que se a família soubesse das alternativas para preservar e proteger suas nascentes, quando ela ainda era criança, não teriam definido ir embora das terras e teriam iniciado bem mais cedo a operação para garantir o abastecimento. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Educação Ambiental como educação moral do século XXI”


As Cartilhas pela Natureza e a ambientalização da umbanda:
o caso da FAUERS no RS
Por Pádula Rita Ferreira
Isabel Cristina de Moura Carvalho (orientadora)
Faculdade de Educação/PPGEDU – PUCRS

Resumo


Este trabalho faz parte do grupo de pesquisa (CNPq) “Cultura, ambiente e educação” e da pesquisa e andamento no PPGEdu, sob orientação da profa. Isabel Carvalho “Educação Ambiental como educação moral do século XXI”. Meu trabalho dentro desta pesquisa foi estudar um caso particular de ambientalização das práticas educativas. Estou pesquisando a elaboração de cartilhas ecológicas pela Federação Afro-Umbandista e Espiritualista Rio Grande do Sul (FAUERS). O objetivo é discutir como esta tradição religiosa está incorporando a preocupação com o meio ambiente em seus rituais e ações pedagógicas junto aos seus praticantes. Quero compreender como esta Federação dialoga com sua comunidade de adeptos,a fim de educá-los ambientalmente desde uma perspectiva ecológica construindo pontes entre seus princípios religiosos e uma ética e uma moral ecológica.

Introdução

A pesquisa “Educação Ambiental como educação moral do século XXI” da qual este trabalho parte busca discutir os processos de ambientalização da sociedade, particularmente das práticas educativas sejam estas escolares ou não formais. O conceito de ambientalização é inspirado principalmente nos trabalhos do antropólogo José Leite Lopes (2004) e Acselrad (2010) e trazido para o campo da educação é entendida como processo de internalização da preocupação ambiental instituindo-se como um conjunto de crenças que tende a se generalizar na formação de comportamentos, atitudes e de uma moral ecológica (Carvalho & Toniol. 2010).

O trabalho apresentado estuda a ambientalização de uma prática educativa no contexto de uma tradição religiosa. Trata-se de analisar a iniciativa de uma “educação ambiental” empreendida pela FAUERS através da elaboração e difusão das “Cartilhas para a natureza” publicada por esta Federação para sua comunidade de praticantes. Além das cartilhas a Federação participa ativamente no RS junto com a Pastoral da Ecologia e de várias atividades ecológicas interreligiosas. Minha preocupação tem sido identificar nas iniciativas ambientais da FAUERS como este grupo religioso tem construído uma “ecopedagogia” como declara a pedagoga que é idealizadora das Cartilhas, e se apropriado dos valores ecológicos em seu repertório de valores éticos e morais.

Metodologia

Esta pesquisa tem uma orientação antropológica e usa como recursos metodológicos o trabalho de campo de cunho etnográfico, análise documental e entrevistas semiestrururadas. Participei e observei de eventos ecológicos promovidos pela FAUERS, analisei as cartilhas e outros documentos escritos que circulam neste meio, acompanhei o lançamento das ultimas duas edições das cartilhas, fiz visitas a uma casa de religião ligada aos idealizadores das cartilhas. Sigo acompanhando estes eventos, pois a pesquisa segue em andamento. Os trabalhos de campo são sistematicamente discutidos com o grupo de pesquisa acima citado que se reúne presencialmente com a professora orientadora para leituras de apoio a pesquisa e para discutir no grupo os campos de cada pesquisador.

Resultados Parciais (ou Resultados e Discussão)

Até o momento podemos perceber uma intenção pedagógica da FAUERS de educar seus praticantes para uma ação religiosa ambientalmente correta. Estas práticas rituais têm sido cobradas e mesmo acusadas de causar danos ambientais como, por exemplo, pelas oferendas deixadas nos lugares e outras interferências no ambiente. A Umbanda se relaciona de diversas maneiras com a natureza. Costuma fazer suas oferendas muitas vezes junto a cursos de rio, junto ao mar ou em áreas naturais (parques, praças etc.), e seus orixás representam diretamente forças da natureza. Percebemos através das cartilhas uma ação conscientizadora e pedagógica no sentido de alinhar e compatibilizar esta tradição religiosa com uma visão ecológica contemporânea. Destacamos nas duas edições da cartilha como o tema ecológico é introduzido com a frase: “Cartilha pela natureza: um altar de todos nós”. Nestas cartilhas a questão ambiental é apresentada como profundamente ligada à tradição da Umbanda. Na primeira edição a cartilha orienta seus adeptos para o tema da reciclagem dos materiais usados nas oferendas, de modo a reduzir seu impacto ambiental. Na segunda edição a cartilha retoma os temas abordados na edição anterior reforçando, a partir da contação de uma história, a relação de cada orixá com a preservação da natureza, buscando sensibilizar a comunidade religiosa em torno do cuidado com o meio ambiente.

Conclusão

O estudo das cartilhas pela natureza, da Federação de Umbanda, nos ajuda a compreender práticas pedagógicas associadas aos processos de ambientalização de uma tradição religiosa. Poderíamos argumentar que a internalização dos valores ambientais traz reconhecimento e legitimidade social para este universo de crença e de identidade cultural afro-brasileiro. A questão ambiental ao ser incorporada em práticas como a Umbanda indica que a preocupação com o ambiente tende a expandir-se como um argumento válido de orientação moral, ética e estética para o conjunto da sociedade, ainda que de forma diferenciada para cada grupo social.


Referências

GADOTTI.Moacir.Disponívelem:http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/torres/gadotti.pdf Acesso em: 24 de junh.2011

ACSELRAD. H. Ambientalização das lutas sociais. Revista estudos avançados, São Paulo, v. 24, n. 68, p. 103-119, 2010.

CARVALHO, I. C. M. e TONIOL, Rodrigo. Ambientalização, cultura e educação: diálogos, traduções e inteligibilidades possíveis desde um estudo antropológico da educação ambiental. Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517-1256, v. especial, setembro de 2010,PP.28-39.

CARVALHO, I. C. M.; STEIL, C. A.. A sacralização da natureza e a 'naturalização' do sagrado: aportes teóricos para a compreensão dos entrecruzamentos entre saúde, ecologia e espiritualidade. Ambiente & Sociedade. Campinas, v. 11, n.2, p. 289-305, 2008.

LEITE LOPES, J. S. (Org.). A Ambientalização dos Conflitos Sociais; Participação e Controle Público da Poluição Industrial (coordenador). 1. ed. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2004. [v. 1]

XII Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 03 a 07 de outubro de 2011


quarta-feira, 28 de março de 2012

A Carta da Terra na Educação

O movimento pela ecopedagogia se ampliou e ganhou novos desdobramentos. No meu entender, a ecopedagogia não pode mais ser considerada como uma pedagogia entre tantas pedagogias que podemos e devemos construir.
Ela só tem sentido como projeto alternativo global onde a preocupação não está apenas na preservação da natureza (ecologia natural) ou no impacto das sociedades humanas sobre os ambientes naturais (ecologia social), mas num novo modelo de civilização sustentável do ponto de vista ecológico (ecologia integral) que implica uma mudança nas estruturas econômicas, sociais e culturais. Ela está ligada, portanto, a um projeto utópico: mudar as relações humanas, sociais e ambientais que temos hoje...
A ecopedagogia está se desenvolvendo, seja como um movimento pedagógico, seja como abordagem curricular. Como a ecologia, a ecopedagogia também pode ser entendida como um movimento social e político. Como todo movimento novo, em processo, em evolução, ele é complexo e pode tomar diferentes direções.

A ecopedagogia também implica uma reorientação dos currículos para que incorporem certos princípios e valores... Os sistemas educacionais, em geral, são baseados em princípios predatórios, em uma racionalidade instrumental, reproduzindo valores insustentáveis. Para introduzir uma cultura da sustentabilidade nos sistemas educacionais, nós precisamos reeducar o sistema: ele faz parte do problema como também faz parte da solução. Por isso, precisamos de uma nova pedagogia.
Estou convencido de que a sustentabilidade é um conceito poderoso, uma oportunidade para que a educação renove seus velhos sistemas, fundados em princípios e valores competitivos. Introduzir uma cultura da sustentabilidade e da paz nas comunidades escolares é essencial para que elas sejam mais cooperativas e menos competitivas. Nesse sentido, a ecopedagogia e a Carta da Terra podem dar uma grande contribuição.

Moacir Gadotti

Falando em Sustentabilidade...

Muito se fala em sustentabilidade, o que tem até vulgarizado essa palavra, mas há ainda muitas dúvidas e entendimentos distorcidos sobre o que este conceito de fato encerra. Para nós, sustentabilidade implica agir com respeito em relação às pessoas e ao planeta, construindo relações de longo prazo e permitindo que ciclos virtuosos possam ser repetidos. Assim, a não-geração de desperdícios e o estímulo ao consumo responsável, a utilização correta dos recursos naturais, a prática de iniciativas básicas para evitar (ou conter) o aquecimento global, entre outras ações, são fundamentais para a sadia preservação da vida neste planeta...
...a educação é um dos instrumentos indispensáveis para que as pessoas sejam capazes de compreender, criticar e melhorar a vida.
Daniel Feffer
Presidente do Instituto Ecofuturo



Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo?
Ter, 14 de Junho de 2011 20:39 Leonardo Boff


É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também, muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.

Explico-me: http://berigan.com/assets/Boff_sustentabilidade.pdf


segunda-feira, 26 de março de 2012

Mercado d'água

Março - dia 22 é o dia Mundial da Água.
Todas as formas de vida existem pela água, pois se formam e se desenvolvem graças a ela.


A nível global, como a nível local, água é primordial, porém, também, tem sido fonte de problemas,  pelo rumo como as coisas estão tomando.

Quando a qualidade da água fornecida é péssima devemos perceber o que há por traz desta condição - de onde ela vem? como está sendo seu tratamento preventivo 'in natura', qual o custo do tratamento corretivo? qual nossa responsabilidade enquando cidadão-consumidor?... Em 2010, Annie Leonnard lançou o filme A História da Água Engarrafada onde conta como este processo de produção impacta os recursos do planeta e o porquê de consumimos esta forma de água oferecida. As empresas fabricantes atendem a uma demanda do mercado, pois em muitas cidades do mundo não é mais possível consumir água da torneira. Porém, a cada dia que passa, torna-se mais importante questionar o que está por trás dessa indústria, o quanto e como o dinheiro é investido: A ativista mostra o quanto no mundo bilhões de pessoas não tem acesso à água limpa, e o quanto as cidades gastam para despoluir as águas e com todas as garrafas plásticas que descartamos...
É preciso estarmos atentos para aquilo que nos leva a optar pelo menos trabalhoso, pelo mais saudável, sem a preocupação com a forma como o processo vai se formatando, gerando novos mercados, alimentando um mercado não tão preocupado assim com nossas necessidades, alimentando a proposta de privatização.
É o caso de venda de água (sucos e refrigerantes) engarrafada. Já há notícias sobre contaminações provenientes das fontes, ou dos resíduos químicos nas embalagens de engarrafamentos, de venda de água potável proveniente da rede de abastecimento público (podemos estar comprando a mesma água que chega a nossa torneira), dos perigos de armazenamento, da falta de segurança e higiene...

Quanto as questões dos impactos sobre o meio natural: as fontes de água não estão protegidas e a sua vulnerabilidade pode ser agravada pela degradação ambiental, pois a extração de água para engarrafar pode ocasionar alterações das condições de carga e recarga dos sistemas aqüíferos; os problemas sociais e de saúde nas localidades onde a água potável não chega para todos e das pessoas que vivem do descarte de resíduos; a quantidade de água gasta na fabricação das garrafas é muito maior do que a quantidade a ser engarrafada para o uso, como, também, a quantidade de plástico descartada na natureza e a quantidade de gases que são liberados na atmosfera pela produção do PET; as despesas e consequências do transporte para a distribuição da água engarrafada (diferentemente da água da torneira que chega via tubulações)...

 Como seria se gastássemos esse dinheiro melhorando nosso sistema de água,
em educação ambiental,
evitando contaminações,
 prevenindo a poluição,
...?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Arte, Ecologia e Cultura

A Artista Plástica Zoravial Bettiol, Conselheira da Agapan, agitou com sua " FILOMENA" o calçadão de Ipanema!

Zoravial, com sua energia e capacidade criativa, através de sua "Filomena com seu papagaio", faz alerta muito bem humorado em termos ecológicos e sociais.

Em dezembro/11, um dos momentos de explanação da artista, houve a participação da Casa de Caridade Pai Thomé, de Canoas/RS, refletindo junto, sobre as condições ambientais.

Momento de trocas, de alegria, de reflexão, movimentado pela ironia de Filomena, Zora apresenta a problemática socioambiental sob um ponto de vista diferente.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

UBUNTU...

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), contou o caso de um antropólogo que estava estudando os usos e costumes de uma tribo africana e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo então, propôs uma brincadeira para as crianças o que achou ser inofensiva. Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!" instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: 

   
- "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
https://sites.google.com/site/filosofiapopular/home/ubuntu

Nobel da Paz, o ex-presidente Nelson Mandela, coloca que para ser feliz é preciso viver em coletividade, em harmonia com quem está a sua volta. Ou seja, tudo de bom que você pode sentir ou desejar a uma pessoa, os africanos resumiram em apenas seis letras:Ubuntu.

A Profa. Fatima Reis: "Ter ou ser Ubuntu é lutar contra qualquer tipo de discriminação, ter cidadania ecológica, se esforçar para melhorar a vida do outro, participar da vida do outro, respeitar a opinião alheia, e não humilhar e oprimir. É ser e estar em sociedade, sendo humano e agindo e interagindo com outros seres humanos." http://www.miniweb.com.br/Historia/Artigos/i_contemporanea/africa_copa_mundial.html

Uma ética do ubuntu se pronunciaria contra essa interpretação ideológica da realidade por meio de uma filosofia nativa espiritual que está em maior consonância com a Terra, suas criaturas e suas formas vivas, e isso diz respeito a toda a humanidade em toda parte. Visto que o princípio central do ubuntu é o respeito mútuo, ele está em consonância com a epistemologia africana de modo mais geral, que é circular em sua compreensão e, consequentemente, está mais em harmonia ecológica com a Terra do que a epistemologia do racionalismo ocidental, que é linear, exploradora e insustentável. Educadora sul-africana Dalene Swanson

ESTÁ EM TEMPO DE APRENDERMOS A CONVIVER.
UBUNTU PARA TODOS NÓS!!!!!!!! 

$ituação In$ustenvável


"Viemos perante este instrumento público manifestar nosso repúdio à derrubada de árvores em Porto Alegre e pedir explicações à prefeitura de Porto Alegre quanto à derrubada da figueira da Praça Otávio Rocha !



Com esta manifestamos gostariamos de dizer às autoridades que queremos que a natureza seja preservada E PROTEGIDA e repudiamos a remoção de árvores como esta .


Pedimos que usem de políticas públicas adequadas contra quaisquer justiticativas que permitam esta atitude anti-ecológica. Pedimos às autoridades responsáveis que analisem a atitude da prefeitura de Porto Alegre como o Ibama, Ministério Público e Delegacia Ambiental para avaliarem da legalidade desta medida antiécológica.


Se uma árvore "danificar" a via pública devem ainda existir medidas públicas que protejam a natureza ao contrário da mera poda da árvore ( no mínimo transferência) . Se fosse legítima tal justificativa para remoção de árvores então a prefeitura deveria fiscalizar os buracos que se acumulam em rua importantes como a Osvaldo Aranha !


Se a praça é frequentada por drogadidos ou público "suspeito" mais uma razão para que a prefeitura invista em políticas públicas para coibir a drogadição e outras ilegalidades e não para medidas anti-ecológicas ou preconceituosas. Invistam em segurança pública no sentido preventivo, iluminação pública, instalem câmeras pelas ruas e fiscalizem buracos nas vias públicas e não removam árvores conforme já consta em nossa legislação ambiental federal e mesmo municipal ! Como o preço abusivo do IPTU de Porto Alegre pedimos tomem medidas ecologicamente adequadas e de acordo com uma crescente demanda de respeito à natureza!


Em relação a árvores como a figueira covardemente derrubada acrescentamos que árvores como estas deveriam ser tombadas e não derrubadas !


Portoalegrenses indignados com a derrubada da figueira da Praça Otávio Rocha !"

sábado, 28 de janeiro de 2012

$USTENTABILIDADE VIROU MODI$MO?

Muitas vezes relacionamos patrimônio com $, desconsiderando o valor natural e histórico que temos ao nosso redor. A crise de valores em que encontramos traz resultados diversos ao qual, ainda, não temos dimensão dos problemas que estão nos causando.
Num encontro de amigos no primeiro dia de 2012, em Caxias do Sul/RS, um dos assuntos partilhados foi uma araucária centenária no terreno da festa. Linda, a copa formava uma circunferência que cobria todo seu terreno e avançava para os terrenos ao lado. As crianças abraçaram a velha árvore e sua filha, com cerca de 20 anos. Dá para se ver a diferença no tronco e na altura.

Porém, naquela mesma semana, em 05/01/12, a árvore tombou. A araucária faz parte do Bioma Mata Atlântica cuja lei nº 11.428 /2006 dispõe sobre sua proteção. Apenas cerca de 7º desta mata ainda existe e 1º do bioma é araucária. Os terrenos onde se localizavam as araucárias se tornaram espaços de interesse econômico, sobrepondo-se ao interesse de conservação e proteção, apesar das novas leis. A preservação dos remanescentes nem sempre é o suficiente para a sustentabilidade do ecossistema, porém o tombamento de árvore de cem anos deveria ser muito avaliada antes de ocorrer.


http://ra-bugio.org.br/downloads/cartilha_mata_atlantica.pdf



Cidadania: Eu existo, nós existimos, e formamos esta cidade.

No dia 03/11/11 a equipe do CREAS - Centro de Referência Especializado de Assistência Social-Canoas/RS realizou reflexões para seu Projeto Político Pedagógico (PPP). O CREAS tem como objetivo fortalecer a rede social de apoio às famílias assegurando a proteção social imediata e o atendimento interdisciplinar às pessoas em situação de violação de direitos e/ou violência, visando sua integridade física, emocional e social, prevenindo o abandono e a institucionalização, contribuindo no combate a estigmas e preconceitos, fortalecendo vínculos e a capacidade de proteção da família.
 O texto desta data - UBUNTU : Eu só existo porque nós existimos, apresentado pelo Professor Rodrigo, propõe reflexões à equipe sobre um termo novo para todos: " Ter ou ser Ubuntu é lutar contra qualquer tipo de discriminação, ter cidadania ecológica, se esforçar para melhorar a vida do outro, participar da vida do outro, respeitar a opinião alheia, e não humilhar e oprimir. É ser e estar em sociedade, sendo humano e agindo e interagindo com outros seres humanos." Fonte: Fundação Cultural Palmares/Professora Fatima Reis.

O Professor Rodrigo discorre sobre a proposta Ubuntu, uma palavra de muitos significados e que expressa valores de uma cultura as quais, na nossa sociedade, precisamos rever. E, neste momento de construção coletiva de uma equipe que atende variedades de conflitos e violações, é primordial fortalecer a capacidade de entender e aceitar o outro de forma aberta, despidos de quaisquer julgamentos e de buscar pelo apoio necessário na realização de suas ações. Conhecer o UBUNTU, esta forma de ver o mundo de maneira holística e integradora, é um exercício importante para o PPP. O conceito do Ubuntu enfatiza a necessidade da união e do consenso nas tomadas de decisões.

As demandas e questões sociais que surgem no CREAS requerem ações e iniciativas dos profissionais que vão além das necessárias ações preventivas, educativas e assistenciais. Requer a defesa de direitos humanos na situação de violação, requer o apoio no combate às situações ilegais, a busca da justiça social para um ambiente seguro, com qualidade e dignidade. Assim, é necessário o efetivo exercício da cidadania, com envolvimento de uma rede de pessoas e instituições, com tratamento justo a todos os envolvidos, buscando  a reversão das situações, a revisão de valores e novas ações e relações, para a construção de uma sociedade melhor. 
Ações locais contribuem com a ampliação da Cidadania Planetária - as pessoas vão adquirindo a consciência da sua responsabilidade com o ambiente em que vivem, com o desenvolvimento da sociedade em que se inserem, com a necessidade de se associarem para construir um mundo melhor.

Para ler o texto utilizado pelo Professor Rodrigo acesse o link
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3691&secao=353
UBUNTU - uma forma ética de conhecer e de ser em comunidade.

sábado, 24 de dezembro de 2011

THE ECOLOGIST Revista

"...são as florestas que alimentam as nascentes dos rios. Com floresta a água é armazenada no solo e quando a chuva passa, resta toda a umidade retida no solo penetrado pelas raízes. No entanto, quando nós, seres humanos, desmatamos, rompemos este ciclo natural e a água da chuva deixa de penetrar no solo e abastecer as nascentes e passa a escorrer rapidamente para os rios, causando enchentes. E enchente é sinal de seca mais adiante, pois se a água não foi naturalmente retida no solo, vai faltar na sequência temporal. Enchentes e secas são consequências do desmatamento. O único jeito de reequilibrar o sistema é plantando árvores nativas, recompondo florestas originais".
Ana Primavesi - uma das pioneiras da Agroecologia no Brasil


O atual modelo de desenvolvimento econômico predador e o estilo de vida de constante desperdício são analisados no artigo, "A Justiça na Era do Hiperconsumo", destaque de capa na edição número 21 da revista Ecologist Brasil. Em seu editorial, a revista posiciona-se contra as alterações no Código Florestal Brasileiro. Trata ainda da situação da água no planeta, os 40 anos da AGAPAN, a luta dos índios Guarani em defesa da vida e de seus territórios, a viabilidade da energia solar no Brasil, a campanha contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, além de ensinamentos de Ana Primavesi e uma homenagem à ativista queniana recentemente falecida Wangari Maathai. Também aborda o tema trabalhar em casa: rumo a uma nova sociedade, entre outros assuntos. É a edição mais brasileira de todas até agora, pois a maioria dos artigos são de autores brasileiros.
A Revista The Ecologist Brasil você encontra:
Preço: R$ 10,00
Feira Ecológica/ Banca de Livros do Augusto Carneiro:
Av José Bonifácio das 9 às 13 horas;
Ou pelo correio: theecologist@terra.com.br (com Vanete Farias)


Fonte: Blog da AGAPAN
http://www.agapan.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Belo Monte - A Guerra pela água no Brasil



Belo Monte é o nome do projeto da segunda maior Usina Hidrelátrica do Brasil - atrás da binacional Itaipu - a ser construída no Rio Xingu - Pará.

Perspectivas positivas são lançadas,

mas valerá o dano irreversível a um patrimônio do Brasil e da humanidade?

Impactos iniciais já acontecem: os ânimos estão acirrados. Outros serão causados como mudança da paisagem, transferência do povo nativo, poluições causadas pela instalação da infra-estrutura da obra, alteração na biodiversidade, da navegação e do acesso aos rios pela população, perda de fontes de renda e sustento das famílias, e, principalmente, futuramente, áreas da floresta Amazônica desaparecerão, e o rio Xingú terá seu curso desviado para um reservatório, diminuindo sua vazão e as possibililidades daqueles que dependem dele para sobreviver. Humanos e não-humanos, estão em risco. No final dos anos 80 iniciou a luta contra esta obra e ela está tomando sérias proporções.

“O Governo federal só vai construir a usina se matar os índios que vivem aqui. O Rio Xingu vai ficar vermelho de sangue”. Luis Xipaia da aldeia Tukaia

ESTÁ MUDANDO O CLIMA SÓCIO-AMBIENTAL - Somos todos vulneráveis às variações deste clima. Ambientalmente falando, a floresta, lá no norte do país, equilibra o clima aqui no sul e este equilíbrio depende de muitos fatores. Socialmente abordando o tema, as tenções e ameaças resultantes nos atingem de forma complexa. Não podemos ignorar o que está acontecendo. Ignorar no sentido de não ter as informações, como, também, de não querer saber do assunto, pois os resultados, certamente, nos atingirão.

Do ponto de vista ecológico a obra Belo Monte destrói ecossistemas que prestam serviço, gratuitamente, a toda a população, para atender a interesses econômicos. Defendemos aqui o valor ambiental, mas, também, o valor social da natureza. O desequilíbrio natural desencadeia crise social. É preciso repensar nosso modelo de desenvolvimento, nossos valores, nossas ações. Qualidade de vida para alguns não deve provocar a privação na vida - e de vida - para outros.
Para compreender mais baixe aqui o livro Mudanças Climáticas e Mudanças Socioambientais Globais: reflexões sobre alternativas de futuro
http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001918/191897POR.pdf

São muitas informações e pontos de vista, porém não podemos nos isentar.

Para acompanhar a cronologia do processo













sábado, 22 de outubro de 2011

A Natureza pede Paz...




Ouça aqui a mensagem - Quem ama tem que cuidar...



GRUPO REVELAÇÃO
AUTORES: XANDE DE PILARES E HELINHO DO SALGUEIRO
CANTA: XANDE DE PILARES E HELINHO DO SALGUEIRO


EU TE PEÇO EM PRECES MEU PAI
TRAGEDIA IGUAL NUNCA MAIS
PERDOA A GENTE SENHOR
EU SOU A FAVOR DE QUEM FAZ
PROVANDO QUE É CAPAZ
TUDO EM NOME DO AMOR
INDEPENDENTE DE RELIGIÃO OU DE RAÇA
SE HOUVER UNIÃO NÓS ALCANÇAREMOS A GRAÇA
UM FUTURO MELHOR PROS NOSSOS DESCENDENTES
O MUNDO É DE DEUS MAS TAMBEM DEPENDE DA GENTE

TEMOS QUE NOS REDIMIR
CUIDAR DO RIO E DO MAR
DEIXAR FLORESTA FLORIR
NÃO POLUIR NOSSO AR (BIS)
QUEM AMA TEM QUE CUIDAR
E PRESERVAR COM CERTEZA
PRA NÃO VER A REVOLTA DA MÃE NATUREZA

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Amante da Vida

Ao amanhecer senti a luz do sol entrando pela fresta da casa de madeira. Na verdade ainda não estava o sol a vista, mas sua luz já estava a iluminar o amanhecer! Amo o amanhecer, mais que o entardecer. Amanhecer é sempre uma nova possibilidade – foi num amanhecer trágico que pude experimentar, junto com a fragilidade a força da vida. E aprendi que não existe força separada da fragilidade, ambas coexistem. Aprendi que não existe um dia em que nascemos, que é preciso nascer todos os dias com o amanhecer. E que, nem sempre o amanhecer é como hoje, céu limpo, de um azul estonteante, de uma luminosidade inquestionável, de sinfonia de passarinhos, de flores vibrante, de filhos arteiros com plena saúde, lindos e alegres, de companheiro parceiro, de mãe que te abraça, de irmã que chega bem cedo para partilhar alguns aspecto da vida, em fim, dia cheio de fertilidade, de possibilidade!!!


Tem amanhecer, cinzento, com vento forte e até agressivo, de chuva torrencial, de lama, em vez de passarinho cantando: trovões, raios ameaçadores, filhos chorosos, companheiro ausente mesmo presente... Aprendi, que nestes dias é fundamental nascer, porque na fragilidade a vida clama... perceber a possibilidade de vida nos momentos mais duros é reconhecer o sentido de fazer parte da “Pacha-Mama”, da Pátria Grande, da Mãe Terra. Para ser sincera, mesmo com esse lindo amanhecer, tive a capacidade de dizer que o dia parecia xoxo, em seguida me dei conta do quanto mesquinha foi minha afirmação, senti o quando ainda mora em mim armadilhas de não-viver, o quanto preciso estar atenta para poder renascer todos os dias. “educar minha Esperança”, foi o que o grande Educador Paulo Freire viveu e por isso ensinou: a esperança precisa ser educada. Reafirmo a necessidade de ser consciente, pois “ser consciente é a forma radical de ser dos seres humanos”. Consciente da necessidade de manter a paixão pela vida, estar apaixonado por alguém, com certeza é muito importante, no entanto não é e nem pode ser tudo. Esse alguém é apenas parte da Vida que clama. Eu não tenho o que reclamar da vida. Estou tendo todas as possibilidades de manter a minha paixão, que é tão ampla e cada vez mais se amplia. Cada vez mais me sinto incapaz de acomodar-me no que já aprendi, no que já fui capaz de ensinar, no que já conheci... cada vez mais sinto o apelo da profundidade, da radicalidade do “ser consciente”, de continuar educando minha esperança para não desacreditar nas pessoas que me cercam, que de mim algo esperam, que não é migalha, compaixão, mas o melhor que posso dar. Minha Mãe conta 42 anos do nascimento de sua 6ª filha e 8º filho dos 11 que teve. Eu, com 42 do primeiro nascimento, conto 3, sim, conto 3 porque é assim que sinto após perder 16 companheiros e ter eu com mais alguns sobrevivido ao trágico acidente de 11 de julho de 2008, nas terras de Rondônia. Sinto-me impelida a acreditar que não estou de passagem, tenho uma missão, faço parte de um plano bem arquitetado de construção do “Bem-Viver”. Ao chegar na sala de trabalho, uma linda planta: Lírio da Paz sobre minha mesa, redonda, onda tantas reuniões de trabalho acontecem, com um cartão personaliza, com uma foto de nossa última mobilização, quase me tiraram o fôlego... muitos abraços, carinho, parabéns. Como não ser uma amante incondicional da vida? Como relaxar no processo de educação de minha esperança? Como não me dispor a partilhar todo o que pude aprender na caminhada, com tantas pessoas? Como me negar a namorar a vida? “Ir vivendo” não faz parte de mim, não pode fazer parte... De mim faz parte a intensidade, a paixão, o desejo do “Ser mais”, da busca inevitável de viver todos os risco para ser e fazer outros felizes, da incansável e necessária busca do “inédito viável”, do desvelar a realidade para conhecê-la e conhecendo transformá-la. Concordo plenamente com Jorge Bucay que diz: “Para se estar satisfeito, ativo, e sentir-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida”.


Gratidão pela Vida!


Lurdes Marta Santin


Educadora Popular/Pedagoga


Canoas, 27 de setembro de 2011.